Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Ativistas democratas pintam Trump como 'bicho-papão'

Ativistas do Partido Democrata dos Estados Unidos estão transformando o provável candidato presidencial republicano Donald Trump

Segunda, 16 de Maio de 2016 às 07:39, por: CdB

No Estado da Califórnia, ativistas democratas de Orange County levam fotos de Trump quando batem nas portas para lembrar as primárias partidárias do dia 7 de junho

  Por Redação, com Reuters - de Nova York:   Ativistas do Partido Democrata dos Estados Unidos estão transformando o provável candidato presidencial republicano Donald Trump, que tem causado polêmica com seus comentários sobre imigrantes ilegais e mulheres, no tema principal de sua campanha "saia para votar" nas eleições de novembro.
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No Estado da Califórnia, ativistas democratas de Orange County levam fotos de Trump quando batem nas portas para lembrar as primárias partidárias do dia 7 de junho
No Estado da Califórnia, ativistas democratas de Orange County levam fotos de Trump quando batem nas portas para lembrar as primárias partidárias do dia 7 de junho. Eles perguntam se as pessoas pretendem ir votar, e alertam que, se não ajudarem a escolher o melhor pré-candidato democrata possível, "este cara irá vencer", disse Henry Vandermeir, presidente do conselho local do partido em Orange County, um condado tradicionalmente republicano daquele Estado. Os democratas de New Hampshire vêm espalhando placas com os nomes de Trump e Sununu nos gramados na tentativa de ligar o candidato republicano ao governo estadual, Chris Sununu, a Trump em temas como a mudança climática (o magnata é cético) e saúde pública. Um deles diz: "Trump/Sununu. Porque A Saúde Pública É Para Perdedores", uma cutucada na promessa do empresário nova-iorquino de derrubar a Lei de Saúde Acessível, a principal legislação do presidente norte-americano, Barack Obama, na área da saúde pública. – Cada sede partidária estadual está tentando maximizar o que consegue extrair da diferença (entre pré-candidatos) e ligar Trump aos republicanos daquele Estado – afirmou Holly Shulman, porta-voz do Partido Democrata de New Hampshire. A campanha de Trump não respondeu a um pedido de comentário. É bastante provável que os republicanos usem o nome de Hillary Clinton, a pré-candidata democrata favorita das pesquisas e também uma figura polarizadora, de forma semelhante. – Não existe nenhuma ferramenta de recrutamento, nenhum argumento de arrecadação ou elemento unificador melhor para o Partido Republicano do que a perspectiva de uma presidência de Hillary Clinton, que certamente nos fará retroceder ainda mais – disse o Comitê Nacional Republicano em um comunicado. Os democratas também estão tentando ligar Trump aos candidatos republicanos ao Senado na votação de 8 de novembro, quando esperam reconquistar o comando da câmara, que perderam nas eleições parlamentares de 2014. Uma pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters deste mês mostrou que grande parte do apoio de Hillary e Trump vem de pessoas cuja motivação principal é impedir que o adversário vença, ao invés do entusiasmo pelas propostas de qualquer um dos postulantes à Casa Branca.

Trump

Um importante assessor de Donald Trump disse no domingo não acreditar na reportagem que afirma que o bilionário se passou por seu próprio porta-voz para vangloriar-se sobre sua vida pessoal a uma revista de celebridades. O Washington Post divulgou uma gravação de áudio na última sexta-feira de um homem que se identificou como “John Miller”, um suposto agente publicitário de Trump, e que teria falado sobre encontros românticos do bilionário durante uma conversa com um repórter da People Magazine em 1991. Depois de ouvir a gravação durante o programa State of the Union, da CNN, o assessor sênior de Trump, Paul Manafort, afirmou não acreditar que aquela seria a voz do candidato favorito do partido republicano para disputar as eleições norte-americanas. – Mal posso entender a gravação – disse Manafort. “Não posso dizer quem é. Donald Trump diz que não é ele, eu acredito que não seja ele.” Na sexta-feira, Trump disse ao programa Today, da NBC, que a voz não era dele, embora tenha admitido usar ao menos um pseudônimo para falar com repórteres no ano passado. A reportagem original da People Magazine, publicada em 1991, descreve Miller como “um misterioso relações públicas que se parece justamente com Donald”. Poucos dias após a publicação, a repórter da People Sue Carswell, que gravou a entrevista, disse que Trump admitiu ter se passado por Miller como uma brincadeira e teria se desculpado por isso. No início do mês, Trump selou sua indicação para disputar a eleição presidencial de 8 de novembro pelo Partido Republicano e tem trabalhado para tentar unificar o partido a seu favor. A gravação rapidamente se espalhou pela mídia norte-americana e, no sábado, o popular programa humorístico Saturday Night Live, satirizou a gravação, com um ator interpretando Trump, em que ele telefonava para repórteres fingindo ser seu próprio porta-voz. Na gravação aparecem algumas frases e padrões de fala que são comumente usados por Trump, incluindo a frase “ele está começando a se dar tremendamente bem financeiramente”, além do o uso da palavra “francamente”, que Manafort destacou como provavelmente adotadas por pessoas que trabalham com Trump. – A justificativa para a gravação é... Palavras que estão na gravação são palavras usadas por Donald Trump – disse Manafort. “Estou trabalhando para Donald Trump há seis semanas. Uso as palavras que ele usa.” A disposição de Trump de se passar por um porta-voz falso foi relatada pela primeira vez em 1990, quando testemunhou sob juramento, como parte de um processo, que tinha usado algumas vezes o pseudônimo de John Baron ao falar com jornalistas ao telefone. – Muitas pessoas usam pseudônimos – teria dito Trump após testemunhar, segundo a Newsday.“Ernest Hemingway usou um.”      
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