Forças israelenses dispararam nesta sexta-feira contra um ativista britânico que trabalhava com o Movimento Solidariedade Internacional e os médicos disseram que ele sofreu morte cerebral. O ativista, de 21 anos, é o segundo a ser baleado na Faixa de Gaza em menos de um mês. Ele estava entre vários soldados israelenses e um grupo de crianças palestinas quando os soldados dispararam, disse Khalil Abdalá, que trabalha com o grupo apoiado pelos palestinos. O britânico foi baleado na cabeça e, pouco depois de chegar ao hospital de Raffah, os médicos declararam sua morte cerebral, disse o doutor Ali Mousa. O exército israelense não fez comentários sobre o caso. Em 16 de março, uma ativista americana, Rachel Corrie, de 23 anos, morreu quando tentava deter uma motoniveladora do exército israelense na Faixa de Gaza. Corrie foi a primeira pessoa do grupo morta nos combates dos últimos 30 meses entre israelenses e palestinos. O grupo afirma que a motoniveladora passou por cima dela e em sseguida passou novamente, em sentido contrário. O exército negou esta versão, dizendo que o operador da motoniveladora blindada não viu a jovem. Na semana passada, soldados israelenses em veículos blindados dispararam contra o americano Bryan Avery, de 24 anos, que recebeu um tiro no rosto. Ele estava trabalhando no campo de Jenin. O exército disse ter disparado contra francos-atiradores e que não sabia da presença de Avery. Ainda nesta sexta-feira, helicópteros artilhados israelenses dispararam mísseis contra um cemitério palestino em busca de militantes islâmicos. A busca resultou na detenção de quatro pessoas de uma comunidade agrícola beduína. Os beduínos da localidade, que criam ovelhas e camelos nos arredores do povoado de Bureij, disseram que as tropas israelenses com cães deram buscas em várias das casas do lugar. Três irmãos e um outro homem foram detidos, mas este último foi libertado em seguida. Após reduzir o alcance de suas operações militares durante a ofensiva americana no Iraque, Israel retomou as ações contra os militantes palestinos esta semana, matando dois dirigentes islâmicos com ataques aéreos em Gaza e dando buscas em vários povoados. Na última quinta-feira (10), sete pessoas - cinco palestinos e dois israelenses - morreram nos territórios ocupados. Segundo o comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Israel está se aproveitando da situação no Iraque para intensificar o que chamou de "agressões" contra a população palestina.
Ativista britânico tem morte cerebral causado por tiros da força israelense
Sexta, 11 de Abril de 2003 às 13:13, por: CdB