O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostra nova recuperação do PIB para 2014
A atividade econômica brasileira iniciou o quarto trimestre com recuperação mais forte do que o esperado, com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrando alta de 0,77% em outubro sobre setembro, segundo dados dessazonalizados divulgados nesta sexta-feira.
O indicador, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou forte aceleração ante a variação positiva mensal de 0,01% em setembro, em dado revisado após a divulgação anterior de variação negativa de 0,01%.
O resultado foi melhor até do que a projeção mais alta em pesquisa da Reuters, cuja mediana de 20 projeções apontava expansão mensal de 0,50% em outubro, variando de queda de 0,30% a alta de 0,70%.
Na comparação com outubro de 2012, o IBC-Br avançou 2,82% e acumula alta de 2,59% em 12 meses, ainda segundo dados dessazonalizados do BC.
O avanço em outubro é resultado de dados positivos tanto da indústria quanto de vendas no varejo no mês, ainda que não sejam fortes o suficiente para imprimir uma recuperação econômica mais robusta.
A produção industrial surpreendeu em outubro ao crescer 0,6% sobre o mês anterior, mantendo-se pelo terceiro mês seguido em território positivo. Já as vendas varejistas cresceram 0,2%, marcando o oitavo mês de alta, porém voltaram a mostrar desaceleração.
A expectativa é que a economia melhore no quarto trimestre depois de ter encolhido 0,5% entre julho e setembro quando comparado com os três meses anteriores, no pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009.
Pesquisa Focus do BC mostra que a expectativa do mercado para a expansão do PIB neste ano é de 2,35%, dado revisado para baixo após a divulgação do número do terceiro trimestre.
Outros números
"O resultado apontado pelo indicador (o iBC-Br) reforça nossa expectativa de crescimento do PIB de 0,4% no quarto trimestre, após queda de 0,5% verificada no terceiro trimestre", avalia o relatório do banco Bradesco.
A queda de 0,5% do PIB foi divulgada pelo IBGE na semana passada. O resultado veio pior do que o BC previa, cujo índice apontava para queda de 0,12%. Segundo o banco Itaú, os indicadores preliminares apontam para recuo da produção industrial e ligeira queda das vendas no varejo ampliado em novembro. Ainda assim, o banco prevê expansão de 0,6% do PIB nos últimos três meses do ano.
Entre altas e baixas, o IBC-Br acumula crescimento de 2,44% nos últimos 12 meses. A projeção predominante no mercado é de que o PIB fechará 2013 com alta de 2,35%.
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