O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de fevereiro reforçou o cenário de fragilidade da recuperação econômica brasileira
O ritmo de crescimento da atividade econômica diminuiu, em fevereiro. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou expansão de 0,24% em fevereiro, comparado com o mês anterior. Em janeiro comparado com dezembro, o crescimento ficou em 2,35%, de acordo com os dados revisados divulgados nesta quarta-feira.
Já na comparação com fevereiro de 2013, o crescimento ficou em 4,04%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em fevereiro, a expansão ficou em 2,57%. No primeiro bimestre, o crescimento ficou em 2,46%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
O indicador, considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), ficou abaixo da expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, cuja mediana de 23 projeções apontava alta de 0,3%. Na comparação com fevereiro de 2013, o IBC-Br avançou 1,63% e acumula em 12 meses alta de 2,41%, ainda segundo dados dessazonalizados.
A avaliação geral dos agentes econômicos é de que a economia brasileira vai desacelerar neste ano. Pesquisa Focus do BC mostra, por exemplo, que a expectativa dos economistas é de expansão do PIB de 1,65% em 2014. No ano passado, a atividade cresceu 2,3%. O cenário de atividade mais fraca neste ano vem junto com o da inflação ainda elevada, que levou o BC a aumentar a taxa básica de juros a 11% atualmente, afetando ainda mais o consumo via encarecimento do crédito.
Em fevereiro, a produção industrial brasileira havia avançado 0,4%, no segundo mês seguido positivo, enquanto as vendas no varejo também tiveram resultados positivos nos dois primeiros meses do ano. O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.
Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado também nesta manhã, desacelerou a alta para 0,86% na segunda quadrissemana de abril, depois de avançar 0,96 cento na primeira quadrissemana do mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.
Já o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,83% na segunda prévia de abril, ante elevação de 1,41% no mesmo período de março, favorecido pela desaceleração da alta dos preços no atacado. De acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta quarta-feira, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,91% na segunda prévia de abril, ante variação positiva de 1,87% em igual período de março.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no índice geral, subiu 0,76%, contra 0,63% visto anteriormente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta a 0,47% na segunda apuração de abril, ante 0,25% no mesmo período de março. O INCC responde por 10% do IGP.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. A segunda prévia do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
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