O estudante Mateus da Costa Meira, que matou três pessoas a tiros dentro de um cinema em 1999 na capital paulista, foi condenado na noite desta quinta-feira a 120 anos e seis meses de prisão, com decisão unânime dos sete jurados.
O júri não aceitou a defesa do estudante, de que ele estaria drogado e teria problemas mentais. Para os jurados, o "atirador do shopping" era responsável e tinha conhecimento do que estava fazendo quando, em 1999, comprou uma submetralhadora e disparou contra a platéia de uma sala de cinema. Ele feriu outras cinco pessoas.
Meira voltou nesta sexta-feira para a penitenciária de Tremembé, onde já passou mais de cinco anos preso. Durante o julgamento, Mateus aparentava cansaço e reagiu com indiferença na sentença.
No Brasil, o tempo máximo que uma pessoa pode permanecer presa é de 30 anos, mas é possível sair antes com benefícios de redução de pena. A defesa já avisou que vai recorrer da sentença.
No primeiro dia do julgamento, Mateus disse que não se lembrava do momento em que disparou contra as pessoas. O delegado que prendeu o estudante logo depois do crime prestou depoimento como testemunha e disse que Mateus estava lúcido.