Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Atirador da Noruega está relutante em alegar insanidade

Terça, 26 de Julho de 2011 às 04:11, por: CdB

Atirador da Noruega está relutante em alegar insanidade

Por Walter Gibbs e Terje Solsvik

OSLO (Reuters) - O norueguês Anders Behring Breivik muito provavelmente está "insano", disse seu advogado nesta terça-feira, depois que o radical anti-islâmico admitiu a responsabilidade pelo ataque a bomba e o massacre a tiros na Noruega que mataram 76 pessoas.

"Esse caso inteiro indicou que ele é insano", disse o advogado Geir Lippestad a jornalistas.

No entanto, o advogado disse em entrevista à Reuters que o acusado poderia se opor à ideia de alegar insanidade mental, pois ele acredita ser o único "que compreende a verdade".

Segundo Lippestad, Breivik parece a favor de "um ditador" e ser contra o multiculturalismo e à democracia.

Lippestad é membro do partido Trabalhista, cujo segmento jovem foi alvo do tiroteio de sexta-feira, e afirmou que abandonaria o caso se Breivik não concordasse em realizar testes psicológicos.

Ao tentar explicar o estado mental de seu cliente, Lippestad disse: "Ele pede desculpas, mas diz que foi necessário."



"Ele odeia todas as ideias ocidentais e os valores da democracia... ele acredita que esse é o começo de uma guerra que irá durar 60 anos."



"Ele se reconhece como um guerreiro. Ele começa essa guerra e tem um certo orgulho nisso", disse Lippestad.

Breivik usou "algumas drogas" antes do crime para se manter forte e acordado, e ficou surpreso por não ter sido morto durante os ataques ou a caminho do tribunal na segunda-feira, acrescentou.

Segundo Lippestad, Breivik disse ser parte de uma rede anti-islâmica que tem duas células na Noruega e algumas outras no exterior. A polícia e investigadores noruegueses tiveram dúvidas sobre tais afirmações.

Lippestad ficou mais conhecido por defender um radical de direita que foi condenado e sentenciado a 17 anos de prisão em 2002 pelo assassinato de Benjamin Hermansen, um jovem de 15 anos cujo pai era africano.

(Reportagem de Walter Gibbs)

Reuters

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