Mais de 400 pessoas morreram nos atentados desta terça-feira no norte do Iraque, segundo novo balanço do ministério do Interior divulgado nesta quinta-feira. O ataque é considerado o mais mortífero desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O balanço revisado foi fornecido pelo diretor de operações do ministério do Interior, general Abdel Karim Khalaf.
Vários atentados foram realizados na noite de terça-feira contra a comunidade de uma minoria religiosa na cidade de Sinjar, reduto dos seguidores da seita pré-islâmica Yezidi. Os primeiros números indicavam 200 mortos e 375 feridos. A comunidade yezidie, estimada em cerca de 500 mil pessoas, é uma minoria de idioma curdo, instalada no norte do Iraque e que considera o diabo como o chefe dos anjos. A seita tem três deputados no parlamento de 275 assentos.
A comunidade tentou manter distância dos violentos conflitos confessional e políticas que mancham de sangue grande parte do Iraque. Mas, nos últimos meses, as relações com as comunidades sunitas vizinhas se deterioram gravemente. Em 7 de abril, uma multidão de Yezidis apedrejaram uma jovem de 17 anos, também yezidie, por ter ofendido os valores conservadores da religião ao fugir para se casar com um jovem homem muçulmano.
Os extremistas sunitas organizaram, depois disso, "ataques em represália": massacres de insurgentes cometidos por todo o Iraque. Em 23 de abril, homens armados interceptaram um ônibus que transportava Yezidis para a cidade de Mashika e assinaram 23 passageiros.
Atentados em cidade iraquiana já somam 400 mortos
Quinta, 16 de Agosto de 2007 às 09:57, por: CdB