Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Atentados no aeroporto e metrô em Bruxelas deixam mais de 30 mortos

Por Rui Martins, de Genebra - Bruxelas amanhece com atentados no aeroporto e em estações do metrô, já fechados.

Terça, 22 de Março de 2016 às 03:19, por: CdB
Por Rui Martins, de Genebra:
explosoes.jpe
Bruxelas revive o pesadelo de atentados registrados há alguns meses em Paris.
Duas explosões no aeroporto de Bruxelas deixaram 31 mortos, até o início da tarde (horário de Brasília) e mais de 40 feridos, número que pode aumentar, e explosões em estações de metrô, na manhã desta terça-feira, provocadas por atentados suicidas. Antes das explosões algumas testemunhas dizem terem ouvido disparos e gritos em árabe. As explosões no aeroporto ocorreram às 8h00 e no metro por volta das 9h00. Passageiros abandonaram o recinto do aeroporto e foram para as pistas, esperando proteção. O número total de vítimas no aeroporto e no metro se eleva, neste momento, a trinta e quatro mortos e mais de uma centena de feridos, Foi encontrada mais tarde uma bomba não deflagrada no aeroporto e uma outra bomba explodiu às 14 horas no aeroporto, ao que parece numa sacola e por intervenção da polícia. Logo depois da primeira explosão, informou-se ter sido encontrada uma kalachnikov e uma cintura com explosivos, que não havia explodido. No aeroporto, que está fechado, está confirmado ter havido dois atentados suicidas. O metro também foi fechado. As televisões e rádios europeias começam a transmitir edições especiais. O plano catástrofe entrou em execução em Bruxelas. Tudo leva a crer na repetição de uma situação semelhante à ocorrida em Paris em novembro passado. Todos os transportes públicos foram suspensos em Bruxelas por precaução. Esses atentados confirmam os temores dos europeus quanto às repetidas ameaças terroristas de jihadistas e coincidem com a prisão, há cinco dias do sobrevivente dos atentados de Paris, o franco marroquino Salah Abdeslam, no bairro de Molenbeek, considerado o ponto de concentração dos jihadistas e salafistas decididos a lançar uma guerra na Europa. O grande temor das autoridades europeias é a presença em diversos países de cerca de algumas centenas de jihadistas de retorno da Síria e do Iraque, onde foram lutar pelo chamado Estado Islâmico. Dispersos, anônimos, contando com o apoio discreto e o silêncio de amigos e familiares são praticamente incontroláveis. A Bélgica é considerada o ponto central do terrorismo europeu, de onde saíram os terroristas jihadistas envolvidos nos últimos atentados, com uma grande concentração de população muçulmana, onde imãs extremistas ainda há pouco tempo pregavam a guerra do jihad contra os infiéis ocidentais. As consequências políticas dos últimos atentados são fáceis de se constatar, eles reforçaram os partidos de extrema direita europeus e provocaram um aumento do racismo. E seria esse justamente o objetivo dos jiadistas - criar um clima de insegurança e desconfiança entre os europeus, onde convivem em paz praticantes das diversas religiões. Matéria atualizada às 12h08         Por Rui Martins, de Genebra em comunicação com Bruxelas.
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