A movimentação dos rebeldes iraquianos é a cada dia uma ameaça mais séria às eleições marcadas para o próximo dia 30 deste mês de janeiro. Nesta segunda-feira, os rebeldes voltaram a promover atentados no país e pelo menos 15 pessoas morreram em dois diferentes ataques.
Pelo menos sete agentes iraquianos morreram após a explosão de um carro-bomba perto da localidade de Baiji, cerca de 180 quilômetros ao norte de Bagdá. Cerca de 15 pessoas ficaram feridas. Baiji abriga uma das principais instalações petrolíferas da região setentrional do Iraque.
Em Baquda, a 65 quilômetros da capital, homens armados mataram oito soldados da Guarda Nacional que estavam em um posto de controle. A cidade fica em pleno "triangulo sunita".
Homens armados que estavam em dois veículos, armados com metralhadoras, fuzis, lança-granadas e granadas de mão dispararam contra os policiais em um posto situado na estrada que liga Baquba a Buhraz. Fontes de um hospital de Baquba indicaram que pelo menos outros três guardas nacionais ficaram feridos gravemente.
Os grupos de rebeldes intensificaram nas últimas semanas seus ataques contra as Forças de Segurança iraquianas e os membros do governo interino, a quem acusam de "colaboracionistas". Seu objetivo é manter um clima de insegurança que impeça a realização normal das eleições gerais, previstas para 30 de janeiro.
O recrudescimento da violência preocupa autoridades responsáveis pelo pleito. O primeiro-ministro interino, Iyad Allawi, e o governo dos EUA insistem que o pleito deve ser realizado conforme o planejado, embora admitam que algumas áreas podem ser perigosas demais para receber a votação.