Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Atentados a bomba matam 23 pessoas e ferem 162 na Argélia

Explosões sacudiram Argel, capital da Argélia, nesta quarta-feira. A Organização Al Qaeda assumiu a autoria do duplo atentado, segundo a televisão Al Jazira. A emissora assegurou que o grupo reivindicou a ação(Leia mais).

Quarta, 11 de Abril de 2007 às 08:12, por: CdB
Atentatos a bomba em Argel matou 23 pessoas e feriu 162 depois que várias explosões sacudiram a capital da Argélia, nesta quarta-feira. Uma das explosões ocorreu perto do gabinete do primeiro-ministro do país, Abdelaziz Belkhadem.
A chamada Organização da Al Qaeda nos Países do Magrebe assumiu a autoria do duplo atentado cometido em Argel, informou a televisão por satélite Al Jazira. A emissora assegurou que o grupo reivindicou o atentado em uma ligação que fez à redação da televisão.
A apuração de vítimas fatais é provisória, segundo a Defesa Civil, pois alguns feridos levados aos hospitais estão em estado muito grave. Para os serviços de segurança, estes dois atentados têm a marca da organização terrorista Al Qaeda no Magrebe, que antes era conhecida como Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC).
Segundo a Defesa Civil, o atentado que teve como alvo o palácio do Governo deixou 12 mortos e 118 feridos - o número, porém, deve aumentar. Já o atentado contra a delegacia de polícia de Bab Ezzuar, na periferia sul de Argel e próximo ao aeroporto, deixou 11 mortos e 44 feridos.

Belkhadem disse que os ataques foram um ato criminoso e covarde. Ambulâncias se dirigiram rapidamente ao centro da cidade e a polícia bloqueou a entrada do gabinete do primeiro-ministro, segundo testemunhas. O prédio também abriga o gabinete do ministro do Interior.

"Este é um crime, um ato covarde. Só pode ser qualificado como covardia e traição", disse Belkhadem. "Em um momento em que o povo argelino está pedindo reconciliação nacional e estendendo suas mãos, estes atos criminosos estão ocorrendo."

Foi registrado um aumento no número de ataques violentos na Argélia desde que o principal grupo rebelde islâmico, o Grupo Salafista para Pregação e Combate (GSPC), mudou seu nome para Organização al-Qaeda no Magrebe Islâmico em janeiro.

Em agosto passado, a Argélia ofereceu aos militantes islâmicos uma anistia de seis meses se eles se rendessem. Segundo a Carta para a Paz e a Reconciliação Nacional, em vigor desde fevereiro, os muçulmanos que entregaram as armas receberam o perdão presidencial, desde que não estejam envolvidos em assassinatos, atos de sabotagem e ataque terroristas.

Mais de 2.000 pessoas foram libertadas segundo as disposições da Carta e 300 muçulmanos armados se beneficiaram do perdão presidencial.

Os atentados desta quarta-feira aconteceram dois dias depois de um duro confronto entre o Exército e um grupo muçulmano em Ain Defla (oeste de Argel), que matou nove militares. Em Kabilia, região leste do país, as tropas oficiais executam há 20 dias uma operação de rastreamento.

Os atentados

No primeiro, o carro-bomba ultrapassou a barreira policial e explodiu ainda no estacionamento do edifício, onde estão instalados vários gabinetes ministeriais, entre eles o do primeiro-ministro
A forte explosão danificou casas próximas e vários veículos. Vários das dezenas de feridos passavam pelo local na hora do ataque. Devido à explosão, fragmentos espalharam-sem por mais de 200 metros.

Os serviços de segurança estabeleceram um rígido controle na área, que foi isolada.

Os dois atentados aconteceram por volta das 10h45 locais (6h45 de Brasília).

Vários transeuntes morreram também ou ficaram feridos", disse um dos agentes da Defesa Civil, enquanto envolvia em uma tela o cadáver de um homem destroçado.

Pelo menos oito automóveis que circulavam perto do lugar foram também seriamente afetados e seus passageiros feridos, assim como os imóveis vizinhos à sede oficial.

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