Um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa, neste sábado, matou pelo menos 18 pessoas e deixou cerca de 50 feridos.
O ataque atingiu um dos mais famosos restaurantes da cidade, chamado Maxim, que fica no sul da cidade, perto do mar.
O restaurante fica em uma parte da cidade normalmente cheia durante o fim de semana e estava lotado na hora da explosão.
Nenhum grupo assumiu a autoria do suposto ataque, que ocorreu às vésperas do feriado judaico Yom Kipur (Dia do Perdão), que começa no final do domingo e dura 24h.
"Havia um segurança do lado de fora do restaurante, mas o atacante conseguiu entrar e detonar a bomba", disse o chefe da polícia israelense, Shlomo Aharonishky.
"Houve uma grande explosão que estourou as janelas. Foi horrível", disse uma testemunha à TV israelense.
Segundo as informações de autoridades locais, três crianças estão entre os mortos.
Foi o primeiro ataque suicida desde o dia 9 de setembro, quando 15 pessoas morreram em dois ataques suicidas em Jerusalém e Tel Aviv.
Condenação
Um assessor do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse que a Autoridade Palestina era responsável pelo atentado porque havia fracassado em "desmantelar grupos terroristas". O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, por sua vez, pediu um fim a todos os ataques contra civis israelenses.
Ele fez um apelo, em um comunicado, para que o "povo palestino e todas as suas facções nacionais e islâmicas pratiquem a auto moderação e coloquem um fim a essas ações que atingem civis e prejudicam a nossa luta nacional justa e legítima".
A explosão ocorreu depois que Israel determinou o total fechamento da Cisjordânia e Faixa de Gaza para o Yom Kippur.
Os militares israelenses afirmaram que o fechamento dos territórios palestinos era justificado por causa do alto risco de atentados por parte de militantes.
Na sexta-feira, o grupo militante Hamas disse que a cerca de segurança que está sendo construída por Israel na Cisjordâdia não iria prevenir ataques contra israelenses.
A declaração do Hamas introduziu uma campanha palestina contra a cerca, que o governo israelense decidiu, na quarta-feira, estender ainda mais para dentro do território palestino.