Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Atentado mata 18 em Israel

Um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa, neste sábado, matou pelo menos 18 pessoas e deixou cerca de 50 feridos. O ataque atingiu um dos mais famosos restaurantes da cidade, chamado Maxim, que fica no sul da cidade, perto do mar. O restaurante fica em uma parte da cidade normalmente cheia durante o fim de semana e estava lotado na hora da explosão. (Leia Mais)

Sábado, 04 de Outubro de 2003 às 10:20, por: CdB

Um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa, neste sábado, matou pelo menos 18 pessoas e deixou cerca de 50 feridos.

O ataque atingiu um dos mais famosos restaurantes da cidade, chamado Maxim, que fica no sul da cidade, perto do mar.

O restaurante fica em uma parte da cidade normalmente cheia durante o fim de semana e estava lotado na hora da explosão.

Nenhum grupo assumiu a autoria do suposto ataque, que ocorreu às vésperas do feriado judaico Yom Kipur (Dia do Perdão), que começa no final do domingo e dura 24h.

"Havia um segurança do lado de fora do restaurante, mas o atacante conseguiu entrar e detonar a bomba", disse o chefe da polícia israelense, Shlomo Aharonishky.

"Houve uma grande explosão que estourou as janelas. Foi horrível", disse uma testemunha à TV israelense.
Segundo as informações de autoridades locais, três crianças estão entre os mortos.

Foi o primeiro ataque suicida desde o dia 9 de setembro, quando 15 pessoas morreram em dois ataques suicidas em Jerusalém e Tel Aviv.

Condenação

Um assessor do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse que a Autoridade Palestina era responsável pelo atentado porque havia fracassado em "desmantelar grupos terroristas". O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, por sua vez, pediu um fim a todos os ataques contra civis israelenses.

Ele fez um apelo, em um comunicado, para que o "povo palestino e todas as suas facções nacionais e islâmicas pratiquem a auto moderação e coloquem um fim a essas ações que atingem civis e prejudicam a nossa luta nacional justa e legítima".

A explosão ocorreu depois que Israel determinou o total fechamento da Cisjordânia e Faixa de Gaza para o Yom Kippur.

Os militares israelenses afirmaram que o fechamento dos territórios palestinos era justificado por causa do alto risco de atentados por parte de militantes.

Na sexta-feira, o grupo militante Hamas disse que a cerca de segurança que está sendo construída por Israel na Cisjordâdia não iria prevenir ataques contra israelenses.

A declaração do Hamas introduziu uma campanha palestina contra a cerca, que o governo israelense decidiu, na quarta-feira, estender ainda mais para dentro do território palestino.

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