Uma emboscada realizada por insurgentes islâmicos contra um comboio da polícia da Argélia deixou ao menos 13 mortos, na terça-feira, perto da aldeia de Ain Rich, na província argelina de Msila, ao sul de Argel, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela imprensa local.
Os rebeldes detonaram uma bomba no momento em que o comboio passava por uma estrada da região. Outros seis policiais ficaram feridos. O ataque foi atribuído a um grupo chamado Salafista para a Prédica e o Combate - que seria ligado à rede terrorista Al Qaeda [de Osama bin Laden].
Desde o princípio de abril, cerca de 70 pessoas, a metade membros das forças de segurança, foram mortas na Argélia em atos de violência que envolveram islâmicos armados, de acordo com uma contagem estabelecida a partir de balanços oficiais e da imprensa.
Em abril do ano passado, o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika - um aliado dos EUA na guerra ao terror - reelegeu-se por enorme margem de votos, numa votação vista como um importante passo para a consolidação da democracia no país, saído de uma violenta insurgência muçulmana.
À época, a vitória de Bouteflika foi vista como uma vitória na luta para reprimir os radicais islâmicos - em confrontos que mataram 120 mil pessoas em 12 anos.
Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026
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