O preço do petróleo subiu depois de três atentados suicidas dirigidos contra estrangeiros na capital saudita de Riad. As explosões reacenderam temores sobre a segurança na região. Em Londres, o preço do petróleo cru do tipo Brent subiu 45 centavos de dólar, chegando a US$ 25,34 (R$ 74) por barril, uma alta de aproximadamente 2%. Antes da guerra no Iraque, o preços do petróleo alcançou US$ 40 (R$ 118) por barril, mas sua trajetória foi amortecida pelo fim do conflito. - Ataques trazem incerteza - disse Katsunori Watanabe, diretor de Pesquisa da Nihon Unicom, em Tóquio. - A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo do mundo. Qualquer ataque ao setor poderia ser um desastre. Haverá mais ataques? E quando? Apesar da incerteza, a perspectiva de uma demanda mais fraca, prevista por uma importante corporação do setor, pode ter ajudado a reduzir os ganhos. A Agência Internacional de Energia deve divulgar um relatório mensal nesta terça-feira, onde deve haver a previsão de vendas em declínio. Mas os ataques na Arábia Saudita deve também afetar os preços. Eles aconteceram horas antes da visita do secretário de Estado americano, Colin Powell. O cartel dos produtores de petróleo, a Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), disse no mês passado que cortaria a produção para assegurar que os preços se mantivessem em cerca de US$ 25 por barril, mesmo se o Iraque recuperasse sua participação rapidamente. O Iraque estava produzindo perto de 2,5 milhões de barris por dia antes da guerra, e espera-se que volte ao patamar de apenas 1 milhão de barris por dia apenas no mês que vem, uma recuperação bem mais lenta do que foi previsto incicialmente.