Domingo, 23 de Novembro de 2014 às 14:08, por: CdB
Peritos vasculham o local onde o militante suicida explodiu a bomba
Um militante suicida com uma bomba entrou na plateia de um jogo de vôlei no leste do Afeganistão e detonou seu colete com explosivos neste domingo, matando pelo menos 40 pessoas, disse uma autoridade local. O porta-voz da província de Paktika, Mukhles Afghan, informou que pelo menos outras 50 pessoas ficaram feriadas no ataque contra uma multidão de centenas de espectadores de uma final de campeonato. Ele disse que a maior parte das vítimas eram civis.
Ainda neste domingo, cerca de 30 militantes do Talebã foram mortos em operações militares no Afeganistão, segundo o Ministério do Interior do país. Por meio de comunicado, a autoridade informa que as forças de segurança do Afeganistão “executaram operações em algumas áreas para limpá-las de terroristas e inimigos da paz e da estabilidade” no país.
As operações foram desencadeadas nas províncias de Nangarhar, Baghlan, Farah e Helmand, onde 30 talebãs foram mortos, três ficaram feridos e um foi detido. As forças de segurança apreenderam ainda munições, dez motos e oito automóveis durante as operações.
O comunicado não refere baixas do lado oficial e salienta que foram desativadas sete bombas colocadas em estradas da região. A violência dos talebãs é visível no Afeganistão e, à medida que as forças de segurança procuram desmantelar as posições dos rebeldes, eles respondem com ataques à bomba. Até a manhã deste domingo, dois outros civis ficaram feridos em mais um ataque no Leste da província de Khost.
Expulsões
Temendo o aumento na violência, com base em histórico de canadenses com grupos radicais islâmicos, o governo do Canadá anunciou, nesta manhã, um conjunto de medidas na Lei de Expulsão de Criminosos Estrangeiros, que visa a "proteger os canadenses e a integridade do sistema de imigração do país".
"O Canadá continua a facilitar o comércio e os deslocamentos legítimos. No entanto, não vai tolerar o abuso do sistema de imigração ou colocar nosso país em risco", referiu, em comunicado, o ministro da Cidadania e da Imigração do país, Chris Alexander.
Segundo a nota, as novas medidas introduzidas pelo governo devem "aumentar a capacidade de proteger a segurança e a integridade dos canadenses". Com o anúncio, o governo espera impedir abusos no sistema de imigração, impondo a todos os condenados a proibição pelo período de cinco anos de acesso ao estatuto de residente permanente no país.
Parentes de criminosos acusados por questões relacionadas à segurança nacional, violações dos direitos humanos ou internacionais e ao crime organizado terão a entrada temporária restrita no Canadá. A ideia é que a medida assegure que os parentes não possam expandir redes criminosas no país.
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