Atentado do Estado Islâmico deixa mais de 200 mortes em Kobane
O balanço de civis mortos em dois dias de ataques do Estado Islâmico contra a cidade de Kobane, na Síria, já passa de 200, anunciou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Explosão ocorreu em Kobane na manhã deste sábado
O balanço de civis mortos em dois dias de ataques do Estado Islâmico contra a cidade de Kobane, na Síria, já passa de 200, anunciou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos. “O número de civis mortos em Kobane e nos arredores aumentou para 206, depois de terem sido encontrados mais corpos hoje, a maioria com marcas de bala", disse o diretor do observatório, Rami Abdel Rahman.
Entretanto, segundo ativistas e jornalistas locais, os combatentes curdos conseguiram retomar o controlo de Kobane e expulsar os militantes do Estado Islâmico, grupo fundamentalista que pretende instaurar um califado islâmico na Síria e no Iraque.
Mais a oeste, o Estado Islâmico atacou outra área controlada pelo governo, na cidade de Hasaka, entrando em confronto com o Exército sírio após explodir um edifício da segurança na sexta-feira, fazendo o governo apelar para que os moradores peguem em armas para combater os militantes.
- O povo da governadoria e suas cercanias continua se juntando ao Exército Árabe Sírio para lutar contra o terror - afirmou a emissora de televisão estatal neste sábado, enquanto mostrava imagens de soldados.
O governador de Hasaka descreveu a situação como “boa”, mas pediu que a população defenda o local em um telefonema à televisão estatal.
As ofensivas contra Kobane e Hasaka foram feitas após o Estado Islâmico sofrer duas semanas de derrotas nas mãos de forças curdas, ajudadas por bombardeios norte-americanos.
Durante dois dias, os jihadistas, que entraram em Kobane na madrugada de quinta-feira disfarçados de combatentes das unidades de Proteção do Povo Curdo, controlaram alguns bairros e ocuparam edifícios das zonas sul e sudoeste da cidade, na fronteira com a Turquia.
Os ataques são entendidos como vingança por uma das mais pesadas derrotas do Estado Islâmico para as milícias curdas, na mesma cidade, em janeiro.
Na sexta-feira, mais de mil refugiados civis aguardavam do lado sírio da fronteira, controlados por tropas e polícias turcas do outro lado. Pelo menos 230 mil pessoas foram mortas desde que o conflito na Síria começou, em 2011.
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