Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Atentado deixa 23 mortos em Bagdá

Pelo menos 23 pessoas morreram e outras 95 ficaram feridas em uma explosão, neste domingo, de um carro-bomba, com 500kg de explosivo, conduzido por um suicida em frente à sede da Autoridade Provisória da Coalizão em Bagdá, de acordo com um novo balanço militar e de fontes médicas iraquianas. (Leia Mais)

Domingo, 18 de Janeiro de 2004 às 07:05, por: CdB

Pelo menos 23 pessoas morreram e outras 95 ficaram feridas em uma explosão, neste domingo, de um carro-bomba, com 500kg de explosivo, conduzido por um suicida em frente à sede da Autoridade Provisória da Coalizão em Bagdá, de acordo com um novo balanço militar e de fontes médicas iraquianas. Entre os mortos estão dois funcionários do Departamento de Defesa dos EUA.

Porta-vozes do exército dos Estados Unidos contabilizaram 18 mortos e 28 feridos, segundo uma contagem feita pelos hospitais militares, mas este número não leva em consideração os mortos e feridos levados para hospitais iraquianos.

Outras duas pessoas faleceram no hospital Yarmuk de Bagdá, segundo um médico do serviço de emergência, e três no hospital Karama, segundo o diretor do departamento de emergência do centro, Mohammad Jumaa. No total, 67 iraquianos feridos foram internados em três hospitais da cidade.

As fontes detalharam que a maioria dos iraquianos morreu calcinada em seus próprios automóveis, quando circulavam pela área. De acordo com testemunhas, duas crianças morreram na explosão, que causou dezenas de feridos, entre os quais pelo menos um soldado americano.

Mais de 50 automóveis foram incendiados pela explosão, que ocorreu às 8h hora local e repercutiu em todo o centro do núcleo urbano.

Segundo disse a um correspondente da EFE, uma das testemunhas, o taxista Karim Hazem, "me dirigia para o Palácio Republicano -sede da APC-, quando ouvi uma forte explosão".

"De imediato o pára-brisas se estilhaçou e me dei conta de que tinha ferimetnos no rosto e nos braços", disse, antes de relatar que "vi vários corpos sem vida e alguns feridos jogados no chão".

Um dos funcionários iraquianos que trabalha nos escritórios da coalizão, e que se identificou como Hussein, explicou que "me encontrava próximo do recinto (do Palácio Republicano) quando aconteceu a explosão".

"Assim que houve a deflagração -acrescentou-, vi que a pessoa que momentos antes estava junto a mim jazia no solo, sem vida".

O atentado aconteceu em frente à entrada sudeste do Palácio Republicano -no centro da cidade, antiga residência oficial de Saddam Hussein e atual quartel-general da Autoridade Provisória da Coalizão- conhecida popularmente como "porta dos assassinos".

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