Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Até sábado, governo do Rio informa o número de bebês mortos em maternidade

A resposta sobre o número exato de bebês prematuros e a causa de suas mortes, no Instituto da Mulher Fernando Magalhães, em São Cristóvão (RJ), será dada até o sábado, segundo o prefeito do Rio, César Maia. Ele informa que o secretário Municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, apresentará as análises sobre o problema. (Leia Mais)

Sexta, 20 de Maio de 2005 às 15:38, por: CdB

A resposta sobre o número exato de bebês prematuros e a causa de suas mortes, no Instituto da Mulher Fernando Magalhães, em São Cristóvão (RJ), será dada até o sábado, segundo o prefeito do Rio, César Maia. Ele informa que o secretário Municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, apresentará as análises sobre o problema.

São feitos cerca de 450 partos por mês, segundo o prefeito. Ele enfatizou que o número alto de mortes não significa que irregularidades tenham acontecido. "A maternidade recebe casos de alto risco. Não são os números - eventualmente maiores ou menores - que podem impressionar, mas sim os fatos a serem investigados, caso a caso", declarou.

De acordo com a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), o número de bebês mortos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da maternidade aumentou nos últimos 49 dias, chegando a 23 óbitos, e 13 só no mês de maio. Esse número ultrapassou a média do Instituto: seis a oito mortes por mês.

César Maia admitiu que haja superlotação na maternidade. "Ao contrário de criticar uma possível superlotação, é preciso reconhecer o esforço da maternidade em receber os bebês. A superlotação significa então que não existiram ofertas de serviços de outros lugares."

De acordo com a Comissão de Saúde da Alerj, o aumento do número de mortos começou em abril, quando dez bebês morreram na UTI da maternidade. A causa, de acordo com as investigações da comissão, seria a superlotação da unidade, situação que teria provocado um surto infeccioso.

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