Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Até 2007, Governo quer crescimento de 5% ao ano

A meta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é chegar em 2007, primeiro ano de seu sucessor ou do segundo mandato, caso consiga se reeleger, com um crescimento de 5% ao ano. A estimativa faz parte do Plano Plurianual (PPA), que prevê investimentos e projetos para os próximos quatro anos. (Leia Mais)

Segunda, 01 de Setembro de 2003 às 18:02, por: CdB

A meta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é chegar em 2007, primeiro ano de seu sucessor ou do segundo mandato, caso consiga se reeleger, com um crescimento de 5% ao ano. A estimativa faz parte do Plano Plurianual (PPA), que prevê investimentos e projetos para os próximos quatro anos.
O percentual representaria um crescimento de 3,5 pontos percentuais acima da estimativa do próprio Banco Central para este ano, que é de um crescimento do Produto Interno Bruto de 1,5%.

Para atingir este patamar de crescimento, a economia brasileira, pelo previsto no PPA, crescerá a cada ano meio ponto percentual a partir dos 3,5% de aumento no PIB previstos para o ano que vem. Pelas contas do governo, o país cresceria 3,5% em 2004, 4% em 2005, 4,5% em 2006 e 5% em 2007.

Com a necessidade do crescimento das exportações que ajudariam a financiar o déficit nas contas externas brasileiras, o PPA prevê também que o superávit , exportações além das importações feitas pelo país, nos próximos quatro anos ficaria em média entre US$ 17 bilhões e US$ 21 bilhões.

Para este ano, a previsão é de que o Brasil venda para o exterior cerca de US$ 20 bilhões a mais do que as compras feitas em outros países. Os investimentos previstos no programa para os quatro anos de governo devem chegar a R$ 1,3 trilhão.

Os números referentes ao PPA devem ser anunciados pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega, na quarta-feira. Na sexta-feira passada, o ministro entregou ao Congresso as metas e planos do governo para os próximos quatro anos. Mantega iria anunciar os detalhes do PPA nesta segunda, mas a entrevista teve de ser adiada por causa de uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

O plano prevê também a geração de aproximadamente 7,8 milhões de empregos neste período. A meta do governo ainda é menor do que a promessa do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que imaginava ser possível a geração de 10 milhões de emprego durante o seu mandato.

No PPA, os 2,2 milhões de empregos que faltam para chegar à meta lançada durante a campanha dependeriam da implementação do projeto que reduz a jornada de trabalho.
Polêmica, a proposta ainda vai ser discutida pelo Fórum Nacional do Trabalho, que reúne empresários, representantes dos trabalhadores e do governo.

Nesta segunda-feira, a Constituição brasileira fixa a jornada semanal em 44 horas. A redução seria para 40 horas, mas o problema é que os defensores da proposta querem reduzir a jornada sem diminuir os salários. O que, obviamente, esbarra na resistência dos empresários.

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