Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Ataques líbios a Misrata podem ser crimes de guerra, diz ONU

O suposto uso pelo governo líbio de bombas de fragmentação e armas pesadas em Misrata causou um número elevado de vítimas civis e pode corresponder a crimes de guerra sob a lei internacional, disse a Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira.

Quarta, 20 de Abril de 2011 às 05:40, por: CdB
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O suposto uso pelo governo líbio de bombas de fragmentação e armas pesadas em Misrata causou um número elevado de vítimas civis e pode corresponder a crimes de guerra sob a lei internacional, disse a Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira. Em comunicado, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu pelo fim do cerco a Misrata e condenou os ataques, incluindo uma bomba de fragmentação que explodiu na semana passada a alguns metros de um hospital na cidade. "Sob a lei internacional, o ataque deliberado a instalações médicas é um crime de guerra e o ataque deliberado ou o comprometimento negligente de civis também constituem violações graves das leis de direitos humanos internacionais ou da lei humanitária internacional", disse Pillay, ex-juíza de crimes de guerra da ONU, sobre os últimos ataques a Misrata. Apoio da Otan Logo após os ataques das forças de Gaddafi, os rebeldes líbios que controlam a cidade de Misrata pediram uma intervenção urgente de forças militares ocidentais para a proteção de cerca de 500 mil habitantes da localidade. A cidade foi cercada e os militares fiéis ao regime líbio seguem com uma forte ofensiva em áreas residenciais. – Estamos pedindo às forças estrangeiras que protejam nossos cidadãos imediatamente. Nós queremos que as Nações Unidas (ONU) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em solo – disse Nouri Abdallah Abdel Ati, integrante do comitê de liderança de Misrata, formado por 17 pessoas. Para Abdel Ati, a ação não é uma ocupação ou colonialismo ocidental e sim uma necessidade para proteger o povo de Misrata. O pedido é o primeiro feito por rebeldes da Líbia desde o início das manifestações em 17 de fevereiro e revelar uma quebra da política oficial dos insurgentes, que tem governo temporário sediado em Benghazi. O integrante do comitê em Misrata afirmou que o conselho do governo local expediu um pedido formal para o envio de tropas estrangeiras à lideranças em Benghazi há um mês.
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