Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Ataques deixam 70 mortos no Iraque

Uma série de ataques no Iraque entre a noite de sexta-feira e o sábado deixou um saldo de cerca de 70 pessoas mortas, segundo as autoridades locais. Na cidade de Amirli, que abriga membros da minoria turcomena iraquiana, ao menos 40 pessoas foram mortas e 90 ficaram feridas em um ataque com um caminhão-bomba em um mercado. (Leia Mais)

Sábado, 07 de Julho de 2007 às 07:43, por: CdB
Uma série de ataques no Iraque entre a noite de sexta-feira e o sábado deixou um saldo de cerca de 70 pessoas mortas, segundo as autoridades locais. Na cidade de Amirli, que abriga membros da minoria turcomena iraquiana, ao menos 40 pessoas foram mortas e 90 ficaram feridas em um ataque com um caminhão-bomba em um mercado.

Várias casas foram demolidas pelo impacto da explosão, e teme-se que muitas pessoas ainda estejam presas sob os escombros.

Outras 22 morreram em um ataque suicida de madrugada em um café numa pequena vila xiita curda na província de Diyala.

Em Bagdá, sete pessoas da mesma família que dormiam no telhado de casa morreram quando um morteiro atingiu o edifício.

Entre os mortos estaria um casal e quatro de seus filhos, com idades entre 9 e 17 anos, além de um parente.

Muitos iraquianos optam por dormir no telhado durante as noites quentes de verão por causa dos freqüentes cortes de energia, que impedem o uso de ar condicionado.

Referendo em Kirkuk

Autoridades de segurança da região de Amirli disseram que o número de mortos em conseqüência do ataque na cidade poderia aumentar, porque o mercado estava lotado no momento da explosão, e muitos dos feridos estavam em estado grave.

O ataque ao mercado poderia estar ligado a questões políticas locais, já que um referendo sobre o status da província de Kirkuk deve ocorrer até o final do ano.

Kirkuk está fora do Curdistão iraquiano, mas é considerada por muitos curdos como sua capital nacional em um eventual futuro Estado curdo.

Em Diyala, as autoridades disseram que o homem-bomba atacou um café movimentado usado pela comunidade xiita curda que vive na região próxima à fronteira com o Irã.

Segundo alguns relatos, muitos dos mortos estariam retornando de um funeral.

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