Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Ataques da al Qaeda deixam 34 mortos em área cristã do Iraque

Quarta, 25 de Dezembro de 2013 às 10:03, por: CdB
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Cristãos rezam em igreja no Iraque, na noite de Natal, em meio à violência sectária no país
Trinta e quatro pessoas foram mortas, nas últimas 24 horas, em ataques a bomba em áreas cristãs de Bagdá, algumas por um carro-bomba que explodiu perto de uma igreja depois de um culto de Natal, disseram a polícia e os médicos. O carro-bomba matou pelo menos 24 pessoas, a maioria delas cristã, quando eles saiam da igreja no distrito de Doura, no sul de Bagdá, informaram fontes policiais. Ninguém reivindicou imediatamente a responsabilidade pelos ataques, embora as autoridades apontem a al Qaeda como responsável pela violência sectária contra os cristãos. A violência no Iraque subiu para seus piores níveis em mais de cinco anos com militantes sunitas radicais ligados à Al Qaeda intensificando os ataques contra o governo xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Milhares de pessoas foram mortas em ataques neste ano. A comunidade cristã de minoria foi alvo de ataques de militantes da Al Qaeda no passado, incluindo um ataque em 2010 a uma igreja que matou dezenas de pessoas. Duas bombas também explodiram em um mercado lotado em uma outra área de Doura de maioria cristã, matando mais dez pessoas, disseram a polícia e os médicos. Pelo menos 52 pessoas ficaram feridas nos ataques. Uma série de carros-bomba, tiroteios e ataques suicidas mataram dezenas de peregrinos muçulmanos xiitas na semana que antecede o dia sagrado xiita Arbaeen, que coincidiu com a véspera de Natal deste ano. A minoria cristã do Iraque, estimada entre 400 mil e 600 mil pessoas, já foi alvo de militantes da rede terrorista al Qaeda no passado, incluindo um ataque a uma igreja que matou dezenas de pessoas em 2010. Mas os cristãos não são as únicas vítimas da violência no país, que chegou ao pior nível em cinco anos à medida que sunitas radicais ligados à al Qaeda tentam desestabilizar o governo liderado pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki. Nos últimos dias, uma série de carros-bomba, tiroteios e atentados suicidas matou centenas de peregrinos xiitas na semana que antecedeu o feriado do Dia de Arbaeen, que coincide com a véspera de Natal este ano.
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