Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Ataques com carros-bomba matam 21 pessoas no Iraque

Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 21:40, por: CdB

Dois ataques com carros-bomba mataram 21 pessoas em uma academia de polícia e em um posto de controle no Iraque na quarta-feira, mas o primeiro-ministro do país, Iyad Allawi, prometeu manter os planos de realizar as eleições nacionais no dia 30 de janeiro.

No primeiro ataque, o agressor suicida invadiu o complexo da cidade de Hilla (sul de Bagdá, capital) e detonou os explosivos enquanto era alvejado por vários disparos, disse Hadi Hatif, porta-voz da polícia. Quinze pessoas morreram.

Poucas horas depois, um carro-bomba matou outras seis pessoas em um posto de controle comandado por policiais e pela Guarda Nacional na cidade de Baquba, informaram fontes da polícia e de hospitalares.

Os ataques foram os mais recentes de uma série realizada por insurgentes contra o governo interino do país árabe, patrocinado pelos EUA, e suas forças de segurança com o objetivo de sabotar as eleições.

As ações aconteceram um dia depois de homens armados terem assassinado o governador da Província de Bagdá e de um caminhão-bomba ter matado 11 pessoas do lado de fora de um quartel da polícia. A intensificação da violência fez aumentar os apelos para que as eleições previstas para este mês sejam adiadas.

"O governo está comprometido com a realização do pleito conforme o previsto", afirmou Allawi em uma entrevista coletiva. "Sabemos que alguns iraquianos estão com medo de votar, mas temos de superar esse medo."

O premiê afirmou ter planos para garantir a segurança dos eleitores, mas não forneceu muitos detalhes. Allawi disse apenas que enviaria soldados para a cidade de Mosul, cenário de violentos ataques.

Mas a onda de investidas abalou a confiança nas forças de segurança iraquianas, que mal têm conseguido se proteger.

O dirigente de um hospital em Hilla, localizada a 100 quilômetros de Bagdá, disse que, no ataque de quarta-feira contra a academia de polícia, ao menos 15 pessoas tinham sido mortas, entre as quais nove policiais. Outras 25 ficaram feridas.

A violência também toma conta da região sunita do Iraque. Na cidade de Ramadi, cinco civis foram mortos em combates entre insurgentes e militares dos EUA.

Em Mosul, Omar Mahmoud Abdallah, um importante político sunita, foi encontrado morto a tiros. O Partido Iraquiano Islâmico, liderado por ele, retirou-se das eleições.

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