Pelo menos 48 pessoas, incluindo combatentes rebeldes, foram mortas em ataques aéreos do governo sírio em torno de uma cidade na província central de Homs, disse nesta quarta-feira um grupo de acompanhamento do conflito. Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe que morreu com cinco de seus filhos
Moradores levam homem ferido por ataque aéreo das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, em mercado de Douma, perto de Damasco
Pelo menos 48 pessoas, incluindo combatentes rebeldes, foram mortas em ataques aéreos do governo sírio em torno de uma cidade na província central de Homs, disse nesta quarta-feira um grupo de acompanhamento do conflito. Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe que morreu com cinco de seus filhos, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, entidade com sede na Grã-Bretanha que monitora a violência na Síria através de uma rede de fontes.
Cerca de uma dezena de combatentes e vários comandantes rebeldes também foram mortos no bombardeio, que teve como alvo Talbiseh, uma localidade ao norte da cidade de Homs, na principal estrada norte-sul do país. Em maio, os rebeldes sírios abandonaram o seu último reduto no centro da cidade de Homs, um dos epicentros da revolta contra o presidente Bashar al-Assad.
O número de mortos no bombardeio em Talbiseh - ocorrido na terça-feira e quarta-feira - deve aumentar porque dezenas de pessoas, incluindo crianças, estavam em estado grave, disse o Observatório. Mais de 190 mil pessoas foram mortas no conflito e milhões tiveram de abandonar suas casas na Síria, de acordo com a Organização das Nações Unidas. O conflito começou há mais de três anos, como um movimento de protesto pacífico, e se transformou em guerra civil após a repressão do governo.
Arábia Saudita
O principal conselho clerical da Arábia Saudita, a única instância no país autorizada a emitir fatwas (pareceres legais islâmicos), declarou nesta quarta-feira que o “terrorismo é um crime hediondo” sob a Sharia, e os perpetradores devem ser usados de exemplo. A declaração, dias após a Arábia Saudita e outros Estados árabes terem se comprometido, em Jidá, a combater a ideologia militante, foi o ataque mais abrangente do clero conservador do reino feito até agora contra o radicalismo islâmico e o grupo Estado Islâmico. No comunicado divulgado pela imprensa estatal não foi especificado quais seriam as punições, mas o conselho disse que elas devem ter poder para deter o radicalismo. A Arábia Saudita aplica a pena de morte, geralmente por decapitação pública, para muitos crimes considerados graves.
Assinado por todos os 21 membros do conselho e citando extensivamente o Alcorão e ditos do profeta Maomé, o comunicado também proíbe o financiamento a militantes ou o encorajamento de jovens para atos de militância. A nota salienta que pessoas que emitiram fatwas ou outras opiniões que “justificam o terrorismo” não tinham autoridade para isso e estavam sob as “ordens de Satanás”. A Arábia Saudita uniu-se a esforços internacionais encabeçados pelos EUA para combater o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e também atua em conjunto com Washington no combate contra a al Qaeda.
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