Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Ataques aéreos contra militantes islâmicos matam civis na Síria

Aviões de guerra do governo sírio mataram pelo menos 60 civis, incluindo mais de dez crianças, em dois dias de ataques sobre território em poder do grupo Estado Islâmico no fim de semana, disseram ativistas da oposição nesta segunda-feira.

Segunda, 08 de Setembro de 2014 às 10:54, por: CdB
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As forças militares do presidente Bashar al-Assad intensificaram uma campanha aérea nos últimos três meses contra o Estado Islâmico Soldados do governo somali perto dos destroços após ataque de carro-bomba a um combio de tropas de paz nos arredores de Mogadíscio
Aviões de guerra do governo sírio mataram pelo menos 60 civis, incluindo mais de dez crianças, em dois dias de ataques sobre território em poder do grupo Estado Islâmico no fim de semana, disseram ativistas da oposição nesta segunda-feira. As forças militares do presidente Bashar al-Assad intensificaram uma campanha aérea nos últimos três meses contra o Estado Islâmico, um ramo da Al Qaeda que controla cerca de um terço do território da Síria, em boa parte uma área desértica no norte e leste. Os ataques aéreos sírios atingiram uma série de alvos do Estado Islâmico, mas também vêm matando muitos civis em território sob controle do grupo. O número de vítimas inclui 41 mortos durante ataques aéreos no sábado que atingiram uma padaria administrada pelo Estado Islâmico na cidade de Raqqa, reduto do grupo, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo com sede na Grã-Bretanha. Outros 19 civis foram mortos na província de Deir al-Zor, no leste, que faz fronteira com o Iraque e, como a província de Raqqa, é quase totalmente controlada por militantes do Estado Islâmico. O Observatório, que monitora a violência na Síria por meio de uma rede de fontes de ambos os lados, não disse quantos militantes foram mortos nos ataques, mas em um balanço anterior afirmou que pelo menos 15 morreram nos ataques a Raqqa. Um ativista de Raqqa disse à agência inglesa de notícias Reuters que os mortos no bombardeio incluem oito membros de uma família e quatro de uma outra, cujos restos não foram encontrados. Mais de 190 mil pessoas foram mortas desde o início do conflito da Síria, há mais de três anos, de acordo com as Nações Unidas. O número de mortes diariamente de bombardeios, tiroteios, ataques aéreos e execuções supera em geral mais de 200. Ataques de islamitas
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O grupo islamita Al Shabaab, que atua na Somália, assumiu a autoria de dois ataques com carros-bomba ocorridos nesta segunda-feira tendo como alvo tropas de paz africanas e um comboio do governo, os primeiros do tipo realizados pelo grupo desde que jurou vingança pelo assassinato de seu líder na semana passada. - Estamos por trás dos dois carros-bomba dirigidos por mujahidin (combatentes islâmicos) - disse à agência inglesa de notícias Reuters o xeique Abdiasis Abu Musab, porta-voz para as operações militares do Al Shabaab após os ataques. Ao menos 12 civis morreram na primeira explosão, cujo objetivo era atingir um comboio de tropas africanas e acabou atingindo veículos civis. O Al Shabaab, que busca impor uma rígida interpretação do islã na Somália, nomeou um novo líder no fim de semana após mísseis dos EUA matarem Ahmed Godane, e disseram que os inimigos do grupo iram colher os "frutos amargos" da vingança. Abdikadir Mohamed Sidi, governador da região de Shabelle de Baixo, ao sul da capital Mogadíscio, disse à Reuters por telefone que dirigia seu carro atrás do comboio da União Africana no momento da primeira explosão e viu ao menos três carros civis nas proximidades. Ele disse que mais de 12 pessoas morreram em micro-ônibus. Dois soldados da União Africana morreram no ataque, a cerca de 20 quilômetros da capital. Três rebeldes disseram que quatro norte-americanos e um sul-americano estavam entre os mortos no ataque ao comboio da UA. Não houve confirmação oficial. É comum que os números fornecidos pelo Al Shabaab sobre mortos sejam diferentes dos dados oficiais. Mais de duas dezenas de pessoas ficaram feridas na primeira explosão, incluindo dois soldados africanos, disse o governador.
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