Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Ataques a xiitas seguem no Iraque e premiê exige fim da violência

Tropas do governo voltaram a enfrentar milícias xiitas em Basra na quarta-feira. O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, deu um prazo de 72 horas para que as milícias xiitas em Basra deponham as armas, ameaçando-as com "penas severas" caso a exigência não seja cumprida. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Março de 2008 às 06:33, por: CdB

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, deu um prazo de 72 horas para que as milícias xiitas em Basra deponham as armas, ameaçando-as com "penas severas" caso a exigência não seja cumprida.

As operações militares de forças do governo iraquiano contra milícias armadas xiitas foram retomadas na quarta-feira, depois de uma noite de relativa calma na cidade. Há informações de que soldados iraquianos estejam entrando nas áreas dominadas pelo Exército de Mehdi, a milícia xiita fiel ao líder religioso Moqtada al-Sadr.

Fontes médicas na cidade afirmam que pelo menos 40 pessoas morreram nos conflitos desde terça-feira. Mais de cem teriam ficado feridas. Também houve confrontos entre a milícia e o Exército americano na capital, Bagdá, onde pelo menos 20 pessoas morreram.

Desobediência civil

Em várias partes da cidade, lojas e escritórios permaneceram fechados, no que parece ser o início de uma campanha de desobediência civil convocada por Moqtada al-Sadr.

A polícia decretou toque de recolher em Basra, Kut, Samawa, Nasirya, Hilla e Diwaniya. Os integrantes da milícia estão convencidos de que esta é uma tentativa de enfraquecê-los antes das eleições provinciais marcadas para outubro. A estratégia de enfrentamento adotada pelo governo seria de alto risco.

O movimento Sadrista conta com vasto apoio, especialmente entre os jovens e pobres, e tem redutos em Basra e muitas outras cidades de predominância xiita no sul do Iraque. Além disso, se o grupo retomar ações armadas e acabar de vez com o cessar-fogo sustentado pela milícia desde meados do ano passado, ele iria enfraquecer seriamente as afirmações do governo – e da Casa Branca – de que o Iraque tomou um novo rumo, deixando a guerra civil para trás e iniciando um período de reconciliação política.

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