Um ataque suicida com um carro-bomba em uma base na província iraquiana de Diyala, ao nordeste de Bagdá, matou nove soldados norte-americanos, nesta quarta-feira, e feriu outros 20, informaram fontes militares dos EUA, no Iraque. Um civil iraquiano também ficou ferido no ataque.
Recentemente, a província de Dyala tem sido palco de violentos confrontos entre forças norte-americanas e iraquianas e militantes sunitas e xiitas. Esse ataque ocorreu após uma série de explosões na cidade de Ramadi, que mataram 20 pessoas e deixaram dezenas de feridos nesta segunda-feira. Três carros explodiram perto de um restaurante e de um mercado no distrito de al-Taamim, no oeste de Ramadi.
Segundo relatos de testemunhas, havia forte presença policial na cidade, por causa de informações sobre a presença de explosivos. Também na segunda-feira ocorreram explosões em Baqouba, Mosul e Bagdá, próximo do local onde o embaixador norte-americano no Iraque, Ryan Crocker, fazia um discurso.
Crocker afirmou que os próximos meses serão cruciais no esforço de reconciliação do Iraque. O embaixador fez um apelo para que o governo iraquiano use o plano de segurança dos Estados Unidos para a capital. O embaixador norte-americano também defendeu a polêmica construção de um muro separando o bairro de Adhamiya, em Bagdá, que está localizado em uma área dominada por xiitas.
No domingo, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, mandou suspender a construção do muro, por acreditar que existam "outras formas de proteger bairros". A decisão de Maliki foi divulgada após uma série de protestos de líderes políticos sunitas no fim da semana passada.