Ataque suicida mata combatentes xiitas próximo de Bagdá
Um agressor suicida matou ao menos 27 combatentes xiitas nos arredores da cidade iraquiana de Jurf al-Sakhar nesta segunda-feira, após as forças de segurança terem expulsado militantes do Estado Islâmico da área no fim de semana, informaram fontes do Exército e da polícia.
Local da explosão de um carro-bomba em Bagdá. Um agressor suicida matou ao menos 27 combatentes xiitas nos arredores da cidade iraquiana de Jurf al-Sakhar nesta segunda-feira
Um agressor suicida matou ao menos 27 combatentes xiitas nos arredores da cidade iraquiana de Jurf al-Sakhar nesta segunda-feira, após as forças de segurança terem expulsado militantes do Estado Islâmico da área no fim de semana, informaram fontes do Exército e da polícia.
O suicida, dirigindo um veículo militar provavelmente roubado de tropas do governo derrotadas e lotado com explosivos, também feriu outros 60 combatentes xiitas, que tinham ajudado as forças do governo a retomar a cidade ao sul da capital Bagdá.
O controle de Jurf al-Sakhar é fundamental para as forças de segurança iraquianas, que finalmente conseguiram expulsar os insurgentes sunitas após meses de combates.
Com o comando da cidade, as forças iraquianas podem impedir os insurgentes sunitas de se aproximaram ainda mais da capital e cortar ligações do grupo com seus redutos na província de Anbar.
O Estado Islâmico ameaça marchar para Bagdá, onde estão posicionadas forças especiais iraquianas e milhares de combatentes xiitas para defender a capital em caso de ataque.
Afeganistão
Aviões e helicópteros retiraram os últimos homens das forças de segurança dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha de uma base-chave no sul do Afeganistão nesta segunda-feira, um dia depois de a coalizão internacional fechar a enorme instalação e entregar seu controle aos militares afegãos.
A retirada de tropas e o fechamento da base na província de Helmand fazem parte de uma das maiores operações no encerramento da missão de combate internacional no Afeganistão, 13 anos após a derrubada do regime islâmico radical do Taliban.
A operação desta segunda-feira transcorreu pacificamente, como parte de uma redução planejada, embora houvesse uma sensação de déjà vu entre alguns soldados.
- Foi surreal - disse o oficial de comunicações da Marinha capitão Anthony Nguyen, de 33 anos, de Houston, no Texas.
- Nós não somos refugiados ou qualquer coisa assim, mas me lembra de cenas do Vietnã, de pessoas correndo para os helicópteros... só esta corrida louca para a aeronave - acrescentou Nguyen, que é vietnamita-americano.
A força internacional liderada pela Otan agora está mudando para um papel reduzido de apoio aos recém-criados Exército e polícia do Afeganistão na luta contra um Taliban ressurgente.
As baixas entre civis e forças de segurança afegãs estão perto de máximas históricas este ano, com centenas de mortos e feridos a cada mês no conflito.
A retirada dos últimos militares norte-americanos e britânicos da base combinada de Camp Leatherneck e Camp Bastion foi realizada ao longo de 24 horas quase ininterruptas de voos entre Helmand e o Campo Aéreo de Kandahar, o centro de aviação no sul do Afeganistão.
Para os fuzileiros navais norte-americanos e as forças britânicas deixando Helmand a retirada aérea foi a primeira parada no caminho de casa. Todos serão levados para fora do Afeganistão até o final do ano, e alguns dentro de poucos dias.
Helmand foi o foco de um aumento de tropas estrangeiras em 2010 para recuperar o controle das mãos do Taliban. No seu auge, a força liderada pela Otan tinha cerca de 140.000 militares de cerca de 50 nações.
Até 1º de janeiro ficarão apenas 12.500 forças estrangeiras no país, sendo 9.800 norte-americanos, para aconselhar e treinar as forças de segurança afegãs, que foram construídas quase a partir do zero nos últimos anos.
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