Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

Ataque suicida deixa seis mortos em Jerusalém

Sexta, 12 de Abril de 2002 às 13:10, por: CdB

Um atentado suicida no centro de Jerusalém deixou pelo menos seis mortos e cerca de 50 feridos nesta sexta-feira. A explosão ocorreu no final da tarde (horário local), em um ponto de ônibus próximo a um movimentado mercado da cidade. A polícia israelense afirma que o ataque foi realizado por uma mulher, que detonou a bomba quando embarcava em um ônibus. As Brigadas dos Mártires de Al-Qaeda, braço armado do movimento Fatah (ligado ao líder palestino, Yasser Arafat), assumiram a responsabilidade pelo atentado. Bush Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou o atentado suicida desta sexta-feira e afirmou que o incidente não vai impedir o esforço americano para tentar promover a paz no Oriente Médio. "Existem pessoas que não querem a paz. O presidente quer a paz e vai continuar com todos os esforços para buscar a paz", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. Um porta-voz do governo israelense declarou que o ataque desta sexta-feira foi "uma mensagem de terror e morte" dos palestinos ao secretário de Estado americano, Colin Powell, que está em Israel para uma visita que tem o objetivo de abrir caminho para a negociação de um cessar-fogo entre palestinos e israelenses. Um porta-voz de Arafat, que está cercado por tropas israelenses em Ramallah, pediu que o secretário de Estado americano pressione Israel para que a ofensiva na Cisjordânia chegue ao fim. Sem acordo No entanto, depois de um primeiro encontro, Powell e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, não chegaram a nenhum acordo sobre quando devem ser suspensas as operações militares israelenses na região. Em entrevista coletiva, o secretário de Estado americano afirmou que Israel enfrenta "tempos difíceis" e que "o terrorismo precisa ser destruído". Powell, que deve se encontrar com Arafat neste sábado, disse ainda que os dois lados precisam negociar uma solução política que termine com o conflito. O secretário de Estado americano revelou que aguarda ansioso os futuros encontros com Sharon, nos próximos dias.

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