Um atentado suicida com um carro-bomba matou 18 pessoas perto de um hospital ao sul de Bagdá neste sábado. O ataque é parte da mais recente onda de violência no Iraque, depois das eleições e às vésperas de uma importante celebração religiosa xiita.
O militante suicida dirigiu o carro-bomba em direção a prédios do governo e um hospital na cidade de Mussayyib, sudoeste de Bagdá. O carro explodiu do lado de fora de muros que protegiam os edifícios e matou pedestres nas ruas, disse a polícia local.
De acordo com policiais e médicos, 25 pessoas ficaram feridas. Tropas norte-americanas rapidamente isolaram a área.
Após um período de relativa calma que se seguiu às eleições gerais no país, realizadas há duas semanas e ainda sem resultados declarados, a violência voltou ao Iraque.
Também neste sábado, em Basra, no sul do Iraque, um atirador mascarado assassinou um juiz que se dirigia de carro para o trabalho, segundo testemunhas. O motorista do juiz ficou seriamente ferido. Foi o segundo assassinato na cidade em uma semana.
Na sexta-feira, dois ataques tiveram como alvos muçulmanos xiitas e pareceram planejados para alimentar as tensões religiosas, uma vez que 19 de fevreiro é o grande dia da celebração xiita de Ashura. Acredita-se que a maioria dos insurgentes no Iraque são muçulmanos sunitas, rivais dos xiitas.
Nos ataques de sexta, um homem-bomba matou pelo menos 13 pessoas e feriu mais de 40 do lado de fora de uma mesquita, ao norte de Bagdá, e um outro militante matou a tiros nove pessoas numa padaria da capital iraquiana.
A nova onda de violência coincide com a visita de surpresa que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, fez ao Iraque na sexta-feira. Na ocasião, Rumsfeld alertou que vai levar algum tempo até que as forças de segurança iraquianas derrotem os insurgentes que atacam no país há quase dois anos.
Preocupados em prevenir ataques contra o festival xiita de Ashura, o governo interino anunciou que vai fechar as fronteiras do Iraque entre 17 e 22 de fevereiro. No ano passado, durante a mesma celebração, homens-bomba se explodiram no meio de multidões em Bagdá e Kerbala, matando 171 pessoas.