O ousado ataque na prisão de Abu Ghraib, que deixou 44 soldados norte-americanos feridos, é uma evidência de que a insurgência iraquiana continua letal, segundo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
O braço da Al Qaeda no Iraque, liderado pelo militante Abu Musab al-Zarqawi, reivindicou a autoria do ataque do último fim de semana. Dezenas de insurgentes detonaram dois carros-bomba e lançaram granadas contra forças dos EUA antes que elas pudessem reprimir o ataque.
"Eu acho que isto é um sinal de que eles ainda são letais, de que essas pessoas vão matar", disse Bush a jornalistas.
"Eles matam pessoas inocentes. A estratégia deles não mudou de fato. A estratégia deles é de uma pessoa para matar o maior número de inocentes que puder na esperança de que isso vá abalar nossa confiança e abalar nossa disposição", acrescentou.
Bush apelou para que os cidadãos iraquianos rejeitem o braço da Al Qaeda no Iraque e disse acreditar que os ataques são uma reação às eleições realizadas em janeiro, quando os iraquianos foram às urnas, apesar das ameaças de retaliação dos insurgentes.
"Estamos atrás deles", disse Bush sobre aqueles que perpetraram os ataques. "E é igualmente importante que os cidadãos iraquianos também estão atrás deles agora. Mais e mais cidadãos entendem que esses terroristas, como os da Al Qaeda e Zarqawi, não têm no coração os interesses do povo."