Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Ataque em Mossul mata 15 soldados americanos

Quarta, 22 de Dezembro de 2004 às 04:34, por: CdB

Quinze soldados, cinco outros americanos contratados pelo exército e dois membros das forças de segurança iraquianas morreram no ataque de terça-feira contra uma base dos Estados Unidos em Mossul (norte), segundo um balanço detalhado divulgado por uma fonte militar.

- Quinze militares americanos e cinco empresários, também americanos, foram mortos, assim como dois integrantes das forças de segurança iraquianas. -  declarou  um porta-voz militar americano.

Segundo a mesma fonte, 66 pessoas ficaram feridas no atentado: 42 militares americanos, outros dez civis americanos (civis ou empresários com contratos com o exército), um membro das forças iraquianas, nove civis iraquianos e quatro outros civis de nacionalidade ainda não determinada.

O porta-voz declarou que o ataque foi, provavelmente, executado com o uso de um foguete, como parecem mostrar as fotografias feitas no local.

Na noite de terça-feira, outra fonte militar havia informado à AFP que 22 pessoas faleceram no ataque, incluindo 19 do pessoal militar americano. O capitão Brian Lucas havia acrescentado que outras três pessoas, de nacionalidade desconhecida, também morreram no ataque, e que 57 estavam feridas.

Presente no local do ataque, uma jornalista americana informou que o atentado teve como alvo um refeitório, onde estavam centenas de soldados prontos para almoçar.

Este foi o ataque que provocou a maior baixa do exército americano no Iraque desde 1º de maio de 2003, data na qual o presidente George W. Bush decretou o fim das grandes operações militares no país.

O governador da província de Nínive anunciou o fechamento das pontes sobre o rio Tigre na cidade de Mosul esta quarta-feira.

Em um comunicado divulgado pela rádio da cidade, capital da província do norte do Iraque, o governador Duraid Kashmula afirma ter fechado as pontes a partir das 04h00 (23h00 de terça-feira, Brasília) e até nova ordem.

O governador afirma que as pessoas que tentarem utilizar as pontes colocarão suas vidas em perigo, sem explicar os motivos da decisão que impede qualquer deslocamento entre as duas partes da cidade separadas pelo rio.

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