A morte de ao menos 11 israelenses em ataques do grupo terrorista libanês Hizbollah nesta quinta-feira, oito civis e três soldados, levou o governo de Israel a prepara uma nova etapa na ofensiva ao sul do Líbano para tomar o controle da região até o rio Litani, a 30 km da fronteira. Líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, condicionou um possível cessar-fogo à retirada de Israel do território libanês, mas ameaçou lançar foguetes contra a cidade de Tel Aviv, que fica a cerca de 130 km da fronteira.
Mais de 130 foguetes atingiram o norte do território israelense nesta quinta, matando oito pessoas, quatro que viajam em um veículo e outras quatro vítimas de um foguete que atingiu a casa em que viviam e feriram 21. Foguetes lançados ao sul do Líbano, durante combate com tropas israelenses, mataram três soldados de Israel e deixaram outros dois feridos. Em resposta aos ataques, o ministro israelense da Defesa Amir Peretz autorizou o Exército a tomar o controle de regiões no sul do Líbano até o rio Litani --principal provedor de água para a região. A determinação ainda deve ser submetida à aprovação do Gabinete de Segurança de Israel.
O total de 11 vítimas desta quinta-feira é o maior saldo de israelenses mortos em um único dia desde que o conflito começou, em 12 de julho.
O resultado da violência é de quase mil mortos. Só no Líbano, 900 pessoas morreram [26 soldados, 46 membros do Hizbollah e mais de 800 civis], há cerca de 3.000 feridos e um milhão de pessoas tiveram de deixar suas casas. O anúncio do número de baixas foi feito pelo premiê libanês, Fouad Siniora. Em Israel, confrontos e foguetes do Hizbollah mataram 67 (40 soldados e 27 civis) --incluindo as 11 vítimas desta quinta-feira.