Pelo menos seis pessoas morreram e 40 ficaram feridas nesta terça-feira em Bagdá quando um caminhão de combustível explodiu em um posto de controle policial que dá acesso à ultra-vigiada Zona Verde, onde ficam embaixadas e a sede do governo interino.
Nesta segunda-feira 16 pessoas morreram em quatro ataques distintos na capital do Iraque, sendo que 15 eram da Guarda Nacional do país. O primeiro aconteceu perto do escritório do partido do primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi. Três pessoas morreram e 25 ficaram feridas devido à explosão de um carro-bomba. O premier, no entanto, escapou ileso.
O grupo extremista iraquiano Exército de Ansar al-Sunna reivindicou a autoria do atentado através de uma nota divulgada na internet. "Um dos leões do Islã lançou uma operação heróica de martírio numa grande congregação de agentes da polícia protegendo o quartel-general do partido do apóstata Iyad Allawi", afirmou o grupo na nota publicada em seu site.
Segundo autoridades, o terrorista-sucida, que dirigia um táxi, planejava acertar um posto de segurança na estrada que leva aos escritórios do partido no oeste de Bagdá, mas bateu em um veículo da polícia e explodiu, incendiando carros que estavam próximos e provocando uma fumaça negra. No segundo ataque, atiradores mataram três policiais numa conturbada área sunita em Bagdá.
Um segundo carro-bomba explodiu em um posto de controle próximo a uma base militar dos Estados Unidos. Quatro guardas nacionais do Iraque foram mortos e outros 14 ficaram feridos, informou um porta-voz do Exército dos EUA. Logo depois, duas bombas deixadas na beira da estrada em Tikrit, no norte da capital iraquiana, provocaram a morte de seis integrantes da Guarda Nacional do Iraque.
No último domingo, outros suicidas atingiram com seu carro um ônibus cheio de membros da Guarda Nacional iraquiana ao norte de Bagdá, matando 26 pessoas.