Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Ataque atinge campo de refugiados no Iêmen

Um ataque aéreo conduzido por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atingiu nesta segunda-feira a área do campo de refugiados de Mazraq, no norte do Iêmen, deixando dezenas de civis mortos e feridos.

Segunda, 30 de Março de 2015 às 08:10, por: CdB
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Bombardeio conduzido por coligação liderada pela Arábia Saudita teria tido instalação militar no norte do país como alvo
  Um ataque aéreo conduzido por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atingiu nesta segunda-feira a área do campo de refugiados de Mazraq, no norte do Iêmen, deixando dezenas de civis mortos e feridos. - Foi confirmado que o campo (na província de Hajja) foi atingido. Sabemos que há mortos e feridos  -disse um representante da ONU, sem especificar o número de vítimas. Ao menos 21 pessoas morreram, disseram trabalhadores humanitários à agência inglesa  de notícias Reuters. Já a organização Médicos Sem Fronteiras afirmou que 15 corpos e 30 feridos foram levados ao hospital do distrito de Haradh, próximo ao campo de refugiados. O ataque aéreo teria tido como alvo uma instalação militar nas imediações do local. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita vem realizando ataques aéreos contra os rebeldes xiitas houthis no Iêmen desde a última quinta-feira. Nesta madrugada, os bombardeios se concentraram sobretudo na capital Sanaa, sob controle dos rebeldes. Os houthis lutam para derrubar o presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que fugiu escoltado para a Arábia Saudita, país que compartilha 1.500 quilômetros de fronteira com o Iêmen e que prometeu só interromper os bombardeios quando o chefe de Estado puder voltar em segurança para a capital. A sunita Arábia Saudita e seus aliados se comprometeram a continuar os ataques até os houthis "se retirarem e entregarem as armas". O compromisso foi reiterado na cúpula da Liga Árabe no balneários egípcio de Sharm El-Sheik, no fim de semana, durante o qual o bloco regional também concordou em formar uma força militar pan-árabe para responder a crises como a que está ocorrendo no Iêmen. No entanto, apesar dos ataques aéreos, o grupo rebelde Houthi parece estar continuando a avançar em direção à cidade portuária de Aden, no sul do país, de onde a Marinha Real da Arábia Saudita evacuou dezenas de diplomatas, incluindo sauditas, no fim de semana. As Nações Unidas também anunciaram que estavam retirando seu pessoal do Iêmen, devido à deterioração da segurança. Entre os que lutam ao lado dos houthis estão forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que deixou o cargo há três anos, depois de meses de violentos protestos contra o seu governo. Alega-se que os rebeldes são apoiados pelo também xiita Irã, algo que é negado tanto pela liderança houthi como por Teerã. Capital do Iêmen A campanha militar de ataques aéreos contra os rebeldes xiitas houthis no Iêmen chegou, nesta segunda-feira, ao quinto dia consecutivo. Os bombardeios se concentraram durante a madrugada sobretudo na capital Sanaa. - Foi uma noite do inferno - disse um diplomata do Iêmen que não quis ser identificado. Segundo ele, alguns dos ataques aparentemente visavam depósitos de armas, que estariam alojados nas montanhas perto da cidade. A capital do país está sob controle dos rebeldes houthis. Eles lutam para derrubar o presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que fugiu escoltado para a Arábia Saudita, país que compartilha 1.500 quilômetros de fronteira com o Iêmen e que prometeu só interromper os bombardeios quando o chefe de Estado puder voltar em segurança para a capital. A agência de notícias AFP citou um de seus correspondentes, afirmando que o mais recente bombardeio começou por volta das 9 horas da noite (horário local) de domingo e se estendeu até por volta do amanhecer desta segunda-feira. Testemunhas disseram que um acampamento da Guarda Republicana, a força de elite do Exército iemenita, foi atingido no sul da cidade. A AFP também citou autoridades locais e moradores que disseram que as instalações de radar e baterias de mísseis terra-ar em Marib, cidade a leste de Sanaa, foram destruídas, assim como bases antiaéreas no porto de Hodeida, no oeste do Iêmen. O compromisso foi reiterado na cúpula da Liga Árabe no balneários egípcio de Sharm El-Sheik, no fim de semana, durante o qual o bloco regional também concordou em formar uma força militar pan-árabepara responder a crises como a que está ocorrendo no Iêmen.  
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