Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Ataque às Farc impediu primeiro resgate

Ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas - seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por seis anos - disse em entrevista coletiva, neste sábado, que as operações militares que o governo colombiano desenvolvia na selva no final do ano impediram o sucesso da operação de resgate dela e de Consuelo González. Ex-senadora colombiana, González confirmou as afirmações de Clara Rojas e disse que, constantemente, helicópteros sobrevoavam a área naqueles dias e que houve “uma importante presença militar de um lado e de outro”. Condição de vida dos reféns 'é degradante para a dignidade humana', diz colombiana

Sábado, 12 de Janeiro de 2008 às 12:27, por: CdB

Ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas - seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por seis anos - disse em entrevista coletiva, neste sábado, que as operações militares que o governo colombiano desenvolvia na selva no final do ano impediram o sucesso da operação de resgate dela e de Consuelo González.

- A presença militar na área (do resgate) foi o que impedia (o sucesso) da operação. Nossa vida corria perigo - afirmou.

A ex-senadora colombiana Consuelo González confirmou as afirmações de Clara Rojas e disse que, constantemente, helicópteros sobrevoavam a área naqueles dias e que houve “uma importante presença militar de um lado e de outro”.

Consuelo González disse também que, por toda a experiência que viveu em seis anos de cativeiro, a solução para o conflito colombiano passa pelo diálogo. Ela sustentou a opinião de Chávez de que é necessária a união dos interessados para se alcançar a paz. Depois de seis anos em cativeiro, as duas reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Clara Rojas e Consuelo González, foram libertadas nesta sexta-feira. Na quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou que tinha recebido das Farc as coordenadas do local ondeestavam Rojas e González, na selva colombiana.

Parto

Rojas, ainda na entrevista, disse que recebeu tratamento especial durante sua gravidez. Ela teve um filho com um dos guerrilheiros no tempo em que ficou presa na salva. Ela reiterou que seu filho Emmanuel nasceu em um acampamento separado do resto dos prisioneiros e em condições muito desfavoráveis.

O menino nasceu por uma cezariana improvisada, depois de um dia de trabalho de parto e sem acompanhamento médico. Mesmo assim, ela disse que duas guerrilheiras prestaram os cuidados pós-parto a ela e ao filho. Sobre o pai de Emmanuel, Clara Rojas afirmou que ele não acompanhou sua gravidez. Disse também que não tem nenhuma confirmaçãode que esteja vivo.

Condições degradantes

Na entrevista, ela afirmou que precisa contar tudo o que viveu no cativeiro. Segundo ela, as condições de vida dos reféns são “degradantes”.

- Realmente, se vive em condições degradantes para a dignidade humana - disse.

Clara Rojas afirmou que tentou fugir junto com a ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, mas foram recapturadas e acorrentadas. Ela se disse preocupada com o estado de saúde da ex-candidata à presidência da Colômbia, “porque ela comia pouco”.

Dois helicópteros do Venezuela com o símbolo da Cruz Vermelha foram até o lugar definido pelos guerrilheiros para o resgate.

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