Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

'Ataque ao Irã é suicídio'

Quarta, 04 de Junho de 2003 às 20:44, por: CdB

O Irã alertou os Estados Unidos que um ataque contra o país seria "suicídio". - Ameaças americanas não são novidade - disse o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã. - Uma ação militar contra o Irã - uma grande nação com uma juventude preparada para defender o seu país - seia suicídio para o agressor. A declaração ocorreu durante cerimônia para marcar o 14º aniversário da morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, principal líder da Revolução Islâmica de 1979. Sem-vergonha - O povo iraniano sabe que os líderes da República Islâmica não vão levar seu país à guerra contra nenhum outro - disse Khamenei. - Não queremos a guerra, mas o povo e seus líderes vão defender o país com poder e determinação contra qualquer agressão. O Irã foi incluído pelo presidente americano, George W. Bush, em seu "eixo do mal", do qual também fazia parte o Iraque de Saddam Hussein. O governo americano acusa o Irã de abrigar terroristas, interferir no Iraque e desenvolver armas nucleares, mas descartou como "especulações preguiçosas" informações de que Washington está analisando a possibilidade de atacar o país. Khamenei descreveu as acusações como "mentiras desavergonhadas". Morte à América - Em sua propaganda global, eles estão atacando o Irã e dizendo que o Irã está dando apoio a terroristas - disse Khamenei. - Eles dizem que estão preocupados com a presença do Irã no Iraque. Bom, nós estamos preocupados com a sua presença no Iraque. As palavras de Khamenei foram freqüentemente interrompidas pela multidão reunida em frente ao mausoléu de Khomeini. "Morte à América", gritava a muldião. "Vamos dar o nosso sangue pelo nosso líder." No começo da semana, os participantes do encontro do G-8 divulgaram um aviso especificamente dirigido ao Irã e à Coréia do Norte cobrando a obediência às normas internacionais para a área nuclear. O Irã nega que as acusações tenham embasamento, dizendo que seu programa nuclear tem fins puramente pacíficos. Até agora, o Irã tem se recusado a assinar um protocolo adicional ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares que autorizaria inspeções internacionais sobre o programa nuclear do país.

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