Um ataque bem-sucedido contra uma usina nuclear da Grã-Bretanha "dificilmente" mataria muitas pessoas imediatamente, mas poderia provocar um grande número de casos de câncer a longo prazo, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira.
O estudo sobre a possibilidade de atentados terroristas contra instalações nucleares civis e militares diz que mesmo um plano fracassado de ataque provocaria um impacto econômico e social, afetando a confiança da opinião pública na geração de energia por meio de reatores nucleares.
O relatório do Gabinete Parlamentar de Ciência de Tecnologia, publicado no site do órgão, serviu-se apenas de informações públicas e não fez recomendações. O documento disse haver informações públicas suficientes para determinar os modos como os agressores conseguiriam disseminar material radiativo, mas não se manifestava sobre a probabilidade de tal ação e nem sobre o tamanho ou a natureza do eventual vazamento.
Qualquer um que planejasse um ataque do tipo teria duas opções: ou explodir parte das grossas proteções de concreto construídas ao redor dos núcleos superaquecidos dos reatores ou furar a segurança dessas instalações e danificar os sistemas de segurança delas.
O relatório, porém, afirmou ser improvável a ocorrência de qualquer um desses tipos de ataque.
A Grã-Bretanha possui 13 usinas nucleares em atividade atualmente, mas seis delas estão sendo desativadas.
No país ainda há grande quantidade de lixo nuclear armazenado na usina de reprocessamento de Sellafield, em Cumbria (noroeste da Inglaterra), e em um antigo local de pesquisas de Dounrey (Escócia). Um resumo do documento pode ser encontrado na Internet, no endereço: www.parliament.uk/parliamentary-offices/post.cfm.