Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ataque a sinagoga mata fiéis judeus em Jerusalém

Pelo menos quatro pessoas morreram num ataque a uma sinagoga em Jerusalém nesta terça-feira. Segundo uma porta-voz da polícia israelense, fiéis judeus que estavam rezando em templo no bairro de Har Nof foram atacados por dois palestinos munidos de machado e pistola. Os atacantes foram mortos a tiros pela polícia israelense. Trata-se do atentado mais sangrento em Jerusalém, nos últimos seis anos.

Terça, 18 de Novembro de 2014 às 08:03, por: CdB
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Segundo a polícia israelense, dois palestinos investiram contra fiéis num templo em bairro ultraortodoxo judeu, antes de serem mortos Forças de segurança revistam arredores da sinagoga onde ocorreu atentado
Pelo menos quatro pessoas morreram num ataque a uma sinagoga em Jerusalém nesta terça-feira. Segundo uma porta-voz da polícia israelense, fiéis judeus que estavam rezando em templo no bairro de Har Nof foram atacados por dois palestinos munidos de machado e pistola. Os atacantes foram mortos a tiros pela polícia israelense. Trata-se do atentado mais sangrento em Jerusalém, nos últimos seis anos. Uma porta-voz da polícia informou que seis outras pessoas ficaram feridas, incluindo dois agentes de segurança. O ataque ocorreu durante a oração da manhã. "Ouvi tiros, um dos fiéis correu para fora, coberto de sangue, e gritou 'É um massacre!'", relatou uma testemunha em entrevista de rádio. Har Nof é um bairro ultraortodoxo situado no noroeste de Jerusalém. Os atacantes seriam da parte árabe de Jerusalém Oriental, de acordo com a polícia, que considerou o incidente um "ataque terrorista". A mídia palestina identificou os atacantes como Ghassan e Udai Abu Jamal, primos que moravam no bairro Jabal Mukaber, em Jerusalém,e que seriam membros de um pequeno grupo militante. As organizações islâmicas radicais Hamas e Jihad Islâmica classificaram o ataque à sinagoga como uma retaliação pela morte de um motorista de ônibus palestino, cujo corpo foi descoberto na noite de domingo em Jerusalém Oriental. Polícia e legistas declararam provavelmente tratar-se de suicídio, porém colegas e um irmão do morto relataram que ele apresentava traços de violência, o que indicaria um assassinato. O incidente provocou novas tensões em Jerusalém na segunda-feira. Netanyahu acusa Abbas A situação no Oriente Médio vinha piorando nas últimas semanas, especialmente em Jerusalém Oriental e no complexo de Al-Aqsa – ou Monte do Templo, para os judeus –, devido a protestos de judeus ultranacionalistas, que querem obter o direito de rezar diante da mesquita de Al-Aqsa. Por causa do conflito, a área do complexo foi completamente interditada no final de outubro, pela primeira vez em anos.
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O atentado desta terça-feira foi o pior ocorrido em Jerusalém desde 2008, quando um palestino matou a tiros oito pessoas numa escola religiosa. Trata-se do mais recente de uma série de ataques contra israelenses nas últimas semanas, que incluíram atropelamentos deliberados. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, de ser parcialmente responsável pelo atentado em Jerusalém. O ataque de dois palestinos na sinagoga em Har Nof é, segundo Netanyahu, "resultado direto do incitamento promovido pelo Hamas e Abu Mazen [Abbas], irresponsavelmente ignorado pela comunidade internacional". "Vamos responder com mão pesada a esse horrível assassinato de judeus que queriam rezar e foram mortos por assassinos traiçoeiros." Condenação internacional Pouco depois, o presidente Abbas igualmente se pronunciou sobre o ataque. "A presidência palestina condena o assassinato de civis em ambos os lados, em todos os momentos. Hoje, nós condenamos o assassinato de fiéis numa sinagoga em Jerusalém Ocidental", declarou o líder palestino. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, condenou o assassinato como "ato terrorista" e "uma brutalidade sem sentido". Ele pediu que a liderança palestina condene severamente o ato e demonstre poder de liderança, a fim de conduzir a região a um novo caminho. Após o ataque, o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, advertiu contra a possibilidade de um novo ciclo de violência. "A transformação de templos em palco de ataques mortais contra fiéis inocentes é uma terrível transgressão dentro de uma situação já extremamente tensa", disse o chefe da diplomacia alemã durante visita à Ucrânia.
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