Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Atacante da Ponte Preta na década de 70, Parraga segue vida de treinador

Segunda, 04 de Julho de 2011 às 15:05, por: CdB

Alessandro Yara Rossi,
Especial para o site da FPF

Jorge Porto Iparraguirre, mais conhecido como Parraga, atual técnico do Independente de Limeira, que disputa o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, possui uma historia vasta no futebol, como jogador nos anos 70, treinador e coordenador de futebol. O gaúcho de 60 anos iniciou a sua carreira no Grêmio (RS) e era o centroavante do esquadrão da Ponte Preta de Dicá, Polozzi, Carlos, Marco Aurélio, entre outros craques da época, que foi vice-campeão do Paulistão em 1977.

Parraga fez parte do elenco da Ponte Preta que na década de 70 tinha um dos melhores times do paísParraga passou por 12 clubes e encerrou a sua carreira no Amparo em 1986 e segundo suas contas, estufou as redes adversárias em 220 oportunidades. Depois de se destacar como atleta, resolveu virar técnico e comandou no mesmo ano em que parou o time juvenil da Ponte Preta, seguindo para o São Paulo ainda na mesma temporada, onde aprendeu com o experiente Cilinho, seu principal ‘professor’, as partes táticas, estratégias de jogo e como montar uma equipe.

Posteriormente comandou o Monte Azul, as categorias de base da Portuguesa, Paraná e Corinthians, Palmeiras B e por cinco partidas o Palmeiras na temporada passada. Porém, um dos seus principais trabalhos foi como coordenador técnico no PAEC, onde idealizou um projeto ao lado de José Carlos Brunoro, de 2003 a 2008, que Parraga considera o seu melhor momento no futebol depois que se aposentou como jogador. Até o momento conseguiu revelar vários talentos para o futebol e pretende seguir esta alcunha no Independente.

FPF: Em qual técnico histórico você se espelha?
Parraga: No Cilinho que me ensinou muito, me passava tranquilidade, sabia lidar com os jogadores porque tinha a linguagem do boleiro e não é a toa que é uma referência nesta área. Tem o saudoso Zé Duarte, que me dirigiu na época de Ponte Preta e montou aquele timaço e aprendi observando a sua maneira de trabalhar.

FPF: Qual foi a sua principal conquista?
Parraga: Como técnico tive duas conquistas que marcaram a minha carreira: a primeira foi em 2002, na Copa São Paulo, quando montei o time da Portuguesa que foi campeão com o Edu Marangon e em 2008 consegui o acesso para a Série A2, com o Palmeiras B, em razão do elenco que era praticamente formado por jogadores do sub-18. Já obtive outros acessos, mas estes feitos foram de extrema importância no campo profissional.

Técnico do Palmeiras B, Parraga foi chamado para o time principal do clube quando Muricy Ramalho foi demitidoFPF: Por que você resolveu parar momentaneamente a carreira de treinador e se aventurou como dirigente?
Parraga: Iniciei um projeto do zero juntamente com o (José Carlos) Brunoro, fizemos a estrutura, montamos ótimas equipes nas categorias de base, conseguimos chegar a Série A2 rapidamente, diversos atletas que hoje se destacam no futebol passaram no PAEC, é um trabalho que vou lembrar para sempre.

FPF: Você era centroavante da Ponte Preta naquele time em 1977. O que lhe representou este momento, mesmo sem ter conquistado nenhum título?
Parraga: Quase calamos um Morumbi com mais de 100 mil pessoas. O Zé Duarte montou uma equipe talentosa, eu me sentia honrado em ter atuado neste time, a minha função tática ficou facilitada, já que eu recebia diversas assistências e aproveitava com eficiência.

FPF: Como foi a experiência de ter comandado o Palmeiras no ano passado?
Parraga: Foi um momento emocionante e me senti honrado por ter substituído o Muricy Ramalho. Subi vários jogadores que atuaram no Palmeiras B, como o Luis Felipe, Gabriel Silva, Bruno Turco, Fernando e me orgulho ainda mais que o meu sucessor se chama Luiz Felipe Scolari.

FPF: Quais jogadores você se orgulha de ter revelado?
Parraga: Tem vários, como o Ailton que jogou no Guarani, o Paulinho, que começou lá no PAEC e agora brilha no Corinthians, Danilo Gomes, Flávio Conceição, Doriva, Sidney, que agora é auxiliar técnico do Mano Menezes na seleção brasileira, Marcelinho Paulista, o Jorginho, entre outros jogadores que nem me lembro. Por isso que não paro de trabalhar há 15 anos, eu não nego projeto, seja qual for a divisão e isso me orgulho e espero continuar neste ritmo.

FPF: Qual a sua formação tática preferida?
Parraga: Eu utilizo o 4-5-1, com variação para o 4-3-3. Quando a minha equipe é atacada, os atacantes viram meias e fecham os lados do campo.

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