O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira Lima, disse esperar que os deputados da subcomissão de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Câmara usem sua influência para reivindicar um melhor tratamento para o estado junto ao governo federal.
- O Rio precisa ter um tratamento penitenciário que encare essa questão como de estado e não como governo - disse.
Para ele, uma intervenção federal no sistema penitenciário fluminense só será aceitável se vier em forma de recursos.
- Todo estado tem sua autonomia federativa. Essa intervenção só pode ser em termos de injeção de recursos para que o Rio tenha um tratamento que outras unidades federativas têm recebido, como Minas e São Paulo - afirmou o secretário.
Astério rebateu as críticas que vem recebendo sobre a mistura de facções criminosas em Benfica.
- O problema de Benfica não foi decorrente de mistura de facções, Benfica não tem mistura de facções.Foi uma rebeldia de presos cruéis, sangüinários, que não têm respeito pelo ser humano.
Segundo ele, a convivência entre presos de facções diferentes é parte de uma política de governo de ressocialização.
- Nós concentramos em Bangu as principais lideranças negativas, exatamente para que possamos fazer um trabalho nos demais presídios. Se nós não concentrarmos em algum lugar seguro essas lideranças, nós vamos permitir que os mais brutais comandem a grande maioria.