Expectativa da categoria é que negociação seja reaberta a qualquer momento
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 06/06/2011, 18:26
Última atualização às 18:26
TweetSão Paulo - Associações dos bombeiros e guarda-vidas se reuniram nesta segunda-feira (6) para tentar um consenso em torno de reivindicações que unifiquem as representações da categoria numa eventual retomada de negociações. O novo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, sinalizou disposição para diálogo a qualquer momento com a categoria em encontro com o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Nilo Guerreiro.
"Estive com ele pessoalmente e, pelo o que falamos, ele poderia nos atender tanto hoje ainda quanto ao longo da semana. O que estamos fazendo agora é organizar o que vamos apresentar a ele quando a negociação acontecer de fato", disse o representante.
No momento, a categoria está montando tabela para o comando geral. O aumento salarial defendido pelos bombeiros guarda-vidas, que passaria de R$ 950 para R$ 2 mil foi debatido na reunião. As associações propuseram que a reivindicação fosse modificada de forma a se adequar à Lei Estadual 279/79, que dispõe sobre a remuneração dos policiais e bombeiros militares fluminenses.
A proposta das associações é que o soldo (salário-base do militar) passe dos R$ 334,27 atuais para R$ 662, valor do piso salarial dos vigilantes privados. Com isso, o salário líquido do soldado (que inclui gratificações e benefícios) passaria de R$ 950 para cerca de R$ 2.600.
A respeito dos 439 bombeiros detidos na madrugada de sábado (4), Guerreiro informou que o departamento jurídico está atuando junto à corporação e elaborando documentos para que seja concedido habeas corpus aos profissionais. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) havia rechaçado em nota as dificuldades que os grevistas enfrentaram em ter contato com seus advogados, classificando como atitude "antidemocrática".
Os manifestantes vinham realizando protestos na região central do Rio desde o final de abril, quando os pedidos por aumento do salário-base de R$ 950 para R$ 2 mil e condições básicas para a rotina dos bombeiros salva-vidas – como protetor solar e óculos de sol – foram rejeitados pelo governo.
Com informações da Agência Brasil