A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já listou quais pontos do texto básico da reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados tentará negociar no Senado. Os empresários discordam e querem mudanças em cinco itens do projeto, segundo o tributarista José Roberto Pisani, coordenador da Comissão de Assuntos Jurídicos e Tributários da entidade.
Nem a unificação das legislações referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é elogiada por vários setores, agradou totalmente à ACSP que teme a limitação de competência dos Estados. "O projeto não simplifica o sistema, porque cria outros obstáculos", disse Pisani.
Ele criticou também a manutenção do Confaz no texto básico da reforma, já que o Senado Federal passará a definir as alíquotas do ICMS, antevendo conflito de competência entre as duas esferas de poder. "O melhor seria uma solução pré-definida das alíquotas", disse.
O temor dos empresários é que a isenção do ICMS para a cesta básica de alimentos e medicamentos acarrete num aumento futuro pelo teto (25%) de outras alíquotas. "O consumidor vai pagar essa conta", afirmou.
Para Pisani, a reforma deveria definir também de imediato se a cobrança do ICMS será na origem ou no destino, discussão que não consta do projeto.
Segundo ele, a tributação no destino reduziria a guerra fiscal entre os Estados, mas prejudicaria grandes Estados produtores, como São Paulo. "Precisamos saber se a compensação para esses Estados não sairá mais uma vez do bolso do contribuinte", disse.
Associação Comercial quer alterar cinco aspectos da reforma tributária
Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 15:43, por: CdB