Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Assessor de Lula renuncia após escândalo

Assessor especial da Secretaria Particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy pediu demissão após ter seu nome envolvido no episódio da suposta compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra. Ele foi citado por Gedimar Pereira Passos como o suposto responsável por repassar recursos para a compra do dossiê anti-Serra. (Leia Mais)

Segunda, 18 de Setembro de 2006 às 11:00, por: CdB

Assessor especial da Secretaria Particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy pediu demissão após ter seu nome envolvido no episódio da suposta compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra. Ele foi citado por Gedimar Pereira Passos como o suposto responsável por repassar recursos para a compra do dossiê anti-Serra.

- Eu não tenho nada a ver com isso, absolutamente nada. Enviei um e-mail para o gabinete do Gilberto Carvalho (chefe do gabinete de Lula) com meu pedido de demissão. O presidente Lula me ligou e eu disse a ele que poderia ficar tranqüilo, pois não tenho nada a ver com isso - disse ele a jornalistas.

Godoy confirmou, ainda, que pretende se apresentar expontaneamente à Polícia Federal em São Paulo, para depor sobre o caso e pedir uma acareação com Gedimar.

- Eu não sei porquê ele colocou o meu nome nisso. Eu somente encontrei com ele umas quatro vezes - diz ele.

Para o assessor, os encontros que aconteceram, há quase um mês, serviram apenas para tratar de questões de segurança do comitê do PT em Brasília.

- Se eu abrir o meu sigilo telefônico, vai ver que tem umas quatro ou cinco ligações, no máximo. Na primeira vez, eu fui somente apresentado a ele pelo pessoal do PT. Depois, nós tratamos de questões da segurança do comitê. Na última vez, eu somente cumprimentei. Foram contatos profissionais e esporádicos - afirmou.

Segundo Godoy, seu sigilo telefônico e bancário serão abertos para facilitar as investigações.

A PF prendeu em São Paulo na sexta-feira passada Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos. Junto com eles, a PF apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão. Em Cuiabá, a PF prendeu Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam (acusada de chefiar o esquema sanguessuga) e seu tio, Paulo Roberto Dalcol Trevisan. A pedido de Vedoin, Trevisan entregaria em São Paulo um dossiê --fitas de vídeo, fotografias, agenda e documentos-- contra Serra.

Em depoimento à PF, Gedimar disse que o dinheiro veio do PT. Mais tarde, informou que seu contato no PT era alguém chamado "Freud".

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