O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, explicou na manhã desta quinta-feira aos integrantes da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional as razões da viagem que fez à Venezuela no mês passado.
Ele disse que a viagem serviu para preparar a visita que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, faria a Recife; para tratar da política de cooperação do Brasil com a Venezuela e para discutir cláusulas técnicas sobre a entrada da Venezuela no Mercosul.
Garcia disse ainda que se reuniu com Chávez e depois com negociadores dos dois países para discutir a entrada da Venezuela no Mercosul.
Embaixadores
Ao solicitar esse audiência pública, o deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) criticou o fato de o representante do Itamaraty na Venezuela à época, o embaixador João Carlos Souza Gomes, ter sido excluído do encontro com Chávez.
- Essa iniciativa reflete, salvo melhor juízo, a usurpação de prerrogativas da diplomacia brasileira - argumentou o parlamentar ao pedir que a comissão verificasse se Marco Aurélio discutiu assuntos que seriam de atribuição do Ministério das Relações Exteriores.
Marco Aurélio disse aos deputados que, durante o encontro, estava acompanhado do embaixador Antônio Simões e explicou que João Gomes não era mais embaixador do Brasil na Venezuela havia 3 meses.