Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado Ivar Pavan (PT) acatou o requerimento assinado por 39 parlamentares, nesta sexta-feira, para a instalação de uma CPI que investigará supostos atos de corrupção no governo do Estado, na atual gestão de Yeda Crusius (PSDB). A comissão terá 120 dias para as investigações a partir da publicação do deferimento no Diário da Assembleia Legislativa, na segunda-feira. Publicado o ato, as bancadas têm o prazo de cinco dias consecutivos para indicar os membros da CPI, que será composta por dois parlamentares do PT, PMDB, PP e PSDB, e um representante do PDT, PTB, DEM e PPS.
Indicado dos nomes dos parlamentares, passa a valer o prazo de três dias para que a CPI seja instalada. O requerimento com o pedido de investigação foi protocolado no último dia 6. O pedido de CPI foi desengavetado depois que o Ministério Público Federal apresentou uma ação civil pública contra Yeda e outras oito pessoas. Até então, o documento tinha 17 assinaturas. Com a iniciativa dos procuradores, três deputados do PDT assinaram o documento, totalizando 20 adesões.
Em seguida, nove deputados do PMDB assinaram o documento. Entre peemedebistas que apoiam a CPI está Luiz Fernando Záchia, um dos investigados pela ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal para apurar suposta improbidade administrativa. A iniciativa do PMDB abriu caminho para outros parlamentares da base governista também aderirem à investigação contra a governadora, totalizando 39 assinaturas.
O PMDB integra a bancada de apoio à Crusius, mas a nova CPI pode significar um rompimento entre os tucanos e os peemedebistas. Yeda e integrantes de seu governo são suspeitos de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações e caixa dois na campanha eleitoral de 2006.