Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Assassino de médico que fazia abortos quer uma recompensa no céu

Terça, 02 de Setembro de 2003 às 16:30, por: CdB

Paul Hill, condenado à morte por ter assassinado um médico que fazia abortos, disse nesta terça-feira, véspera do dia marcado para sua execução, que espera uma "grande recompensa no Paraíso".

Excetuando-se um improvável adiamento ou anúncio de clemência de última hora, Hill, um ex-ministro religioso de 49 anos, receberá uma injeção letal na noite de quarta-feira.

Hill foi condenado, em 1994, pela morte do médico John Britton e de sua acompanhante, e será o primeiro criminoso a ser executado por um ato de extremismo antiaborto. Ele não apelou da condenação. Até agora, 52 pessoas foram executadas nos EUA desde o início do ano, de acordo com o Centro de Informação sobre Pena do Morte.

Numa entrevista concedida na prisão, Hill deu a entender que a execução vai transformá-lo num mártir. "O quanto antes eu for executado, antes chegarei ao céu. Espero uma grande recompensa. Estou ansioso pela glória. Não tenho remorso".

Defensores do direito ao aborto temem que a execução de Hill dê início a uma onda de represálias por parte de outros radicais que partilham de seu ponto de vista. Diversas autoridades ligadas ao caso já receberam cartas com ameaças.

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