Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Assassinato na USP: Comunidade acadêmica diz não à militarização

Sexta, 20 de Maio de 2011 às 08:20, por: CdB

Tragédia pode estimular medidas da reitoria como proibição de festas e maior militarização do campus

 

20/11/2011

Aline Scarso

Da redação

 

O assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, ocorrido no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração na última quarta-feira (18), reascendeu o debate sobre segurança na Cidade Universitária entre funcionários, professores e estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Parte da comunidade que é contra o aumento do policiamento dentro do campus, acredita que a tragédia pode estimular medidas da reitoria como proibição de festas e maior militarização do campus.

As notas divulgadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) destacam que as entidades são expressamente contra ao aumento da presença da Polícia Militar no campus, que hoje já é constante e não resolve o problema da violência.

“Aqui na USP, inúmeras são as queixas de estudantes, principalmente de extorsões praticadas pela PM, além de agressões e espancamentos. A polícia na Universidade tem sido usada, principalmente, para reprimir violentamente o movimento estudantil e dos trabalhadores, como o país inteiro assistiu em 2009”, destaca nota do Sintusp.

Para o DCE, “resumir a questão à presença ou não da Polícia Militar no campus serve apenas para mascarar a irresponsabilidade da reitoria e da administração da universidade, que há muito tem sido omissa em relação à questão [de segurança]”.

Segundo o órgão, é preciso ir além do policiamento ostensivo e investir em mais iluminação em estacionamentos, ruas e pontos de ônibus, bem como aumentar a regularidade do serviço de ônibus circular e da presença da guarda universitária no campus.

Em nota, a Adusp (Associação de Docentes da USP) também lembrou que a administração já poderia ter tomado medidas elementares à segurança como “iluminação eficiente de todas as vias, estacionamentos, prédios e outros espaços; ampliação do contingente da Guarda Universitária; reforço da segurança nos estacionamentos; melhor oferta de transporte coletivo.”

Na na manhã dessa sexta-feira (20), o Conselho Gestor do Campus da Universidade, formado por representantes das 48 unidades do campus de São Paulo, anunciou o aumento do número de câmeras e do efetivo da Guarda Universitária em resposta ao assassinato do estudante e à falta de segurança.

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