A rotina de assaltos a joalherias está assustando os comerciantes do Rio. Já tem loja no Centro da cidade assaltada duas vezes em menos de 15 dias. As quadrilhas agem durante o dia e com muita calma, como se nada estivesse acontecendo.
Assaltos em joalherias assustam comerciantes
A rotina de assaltos a joalherias está assustando os comerciantes do Rio. Já tem loja no Centro da cidade assaltada duas vezes em menos de 15 dias. As quadrilhas agem durante o dia e com muita calma, como se nada estivesse acontecendo. Mas para quem está dentro da loja, são momentos de pânico. Nas imagens divulgadas pelo Bom Dia Rio, um homem entra na loja e pede para ver um cordão, em seguida anuncia o assalto e mostra uma arma na cintura. Ele mesmo começa a recolher as peças na vitrine.
- Dá um aperto no coração a maneira como eles entraram, a forma como eles entraram e começaram a tirar as mercadorias da vitrine, como se fossem funcionários da empresa - lamentou um comerciante que não quis se identificar.
De acordo com informações do portal G1, o medo se repete menos de 15 dias depois. Antes mesmo das 9h, e dois suspeitos chegam quando a vitrine ainda está sendo montada. Um terceiro assaltante senta na porta da loja, como se fosse um segurança. A ação, dentro da loja, continua. Os criminosos obrigam um funcionário a colocar as joias de um cofre na bolsa.
Não há números oficiais que apontem se essas ocorrências têm aumentado ou diminuído. Mas momentos de terror como esses estão virando rotina no Rio. Só este ano, segundo a Associação de Joalheiros, foram nove registros de roubos, mais de um por mês: três no Centro do Rio, três na Baixada Fluminense, um na Tijuca (Zona Norte do Rio), um em Botafogo (Zona Sul) e na Ilha do Governador.
Novas imagens mostram o roubo em Botafogo. Um suspeito de camisa azul olha a vitrine, entra na loja e senta na cadeira. Quando o comparsa entra na loja, ele aproveita para levantar a camisa e mostrar a arma. Um terceiro criminoso de camisa listrada e óculos escuros fica na porta. A funcionária é obrigada a retirar dezenas de joias da vitrine, que de acordo com os empregados, são principalmente relógios e cordões. Logo depois, os três suspeitos saem rapidamente da loja sem serem incomodados pela segurança do shopping.
Segundo a polícia, a mesma quadrilha roubou na segunda-feira, uma joalheria na Ilha do Governador. Noventa por cento dos casos de roubos acontecem em lojas que ficam nos shoppings. A facilidade com que os criminosos conseguem vender as joias impressiona. De acordo com a Associação de Joalheiros, as mercadorias roubadas têm um destino: os compradores de ouro.
Em nota, a CEF diz que não é necessário a propriedade da joia para o penhor. Basta apresentar identidade e CPF em situação regular e comprovante de residência. A garantia do empréstimo é o valor do próprio objeto penhorado.
Quem passou pelo trauma de um assalto ainda tem de lidar com a lentidão das investigações. Segundo a Associação de Joalheiros, muitas vezes as delegacias não analisam as imagens da segurança interna das lojas e outras vezes, o shopping não entrega as imagens.
Para a associação, uma segurança para os comerciantes seria uma autorização para que produtos de maior valor não tivessem os preços expostos nas vitrines, uma exigência prevista por lei federal. A Caixa Econômica Federal informa que menos de 1% das joias penhoradas vão efetivamente a leilão. O que significa que 99% dos clientes resgatam seus bens ou renovam os contratos de penhor.
De acordo com a Polícia Civil, esse caso - da joalheria roubada duas vezes - está sendo investigado. A vítima será chamada na próxima semana para prestar depoimento. As imagens das câmeras de segurança serão solicitadas para tentar identificar os criminosos.
A polícia já conseguiu identificar dois do trio que assaltou as joalherias de Botafogo e da Ilha do Governador. Os três suspeitos são do Morro da Mangueira. Alexandre Moreira Júnior, Paulo Antônio de Melo Júnior, já têm expedidos mandados de prisão preventiva. Paulo tem passagem pela polícia por roubo. Os agentes trabalham na identificação terceiro criminoso.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.