Os assaltantes de uma quadrilha especializada em roubos de prédios de luxo em várias capitais do Nordeste estão prestando depoimento sobre a denúncia de que o delegado titular da delegacia de Santo Amaro, no Recife, Manoel Canto teria negociado a ocultação de provas sobre os bandidos.
Nesta terça-feira pela manhã, o delegado designado para investigar o caso, Roberto Bruto interrogou as duas mulheres do bando, Geane Augusta Mendes e Daniela Freitas Branco dos Santos, que foram ouvidas na Colônia Feminina do Recife.
Durante a tarde será ouvido o líder da quadrilha, Alcyr Albino Dias Júnior, que está detido no Cotel (Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
Os advogados dos presos, Marcos Vinícius Costa e Adriana de Oliveira, já foram ouvidos. Eles confirmaram serem deles as vozes que aparecem numa escuta onde o delegado Manoel Canto estaria sendo subornado. Também afirmaram ser de Canto a voz que aparece na gravação. Canto deverá ser o último a ser ouvido.
- O delegado é a parte final do processo. Só depois de ouvir todos da quadrilha é que irei ouvi-lo - afirmou Bruto. O depoimento deve ser realizado na próxima semana.
A Polícia de Sergipe acusou o Manoel Canto de ter cobrado R$ 500 mil para sumir com provas que incriminariam os três integrantes do bando. A gravação da conversa entre o delegado e os advogados já está com a Polícia Civil de Pernambuco.
Enquanto durarem as investigações, o delegado está afastado da delegacia de Santo Amaro, sendo lotado na Diretoria de Polícia Civil Judiciária de Pernambuco.