Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Assaltante que namorava inspetora de polícia no Rio é preso

O assaltante Alexandre Goffermann, de 43 anos, foragido da Justiça de Santa Catarina, foi preso na manhã desta terça-feira em Niterói, no Grande Rio. Ele dirigia um Gol, descaracterizado, da 16.ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), e estava ao lado da namorada, a inspetora Cynthia Mendes da Silva, de 28 anos, lotada naquela delegacia. Ela responderá pelo crime de favorecimento pessoal e pode ser demitida.(Leia Mais)

Quarta, 12 de Janeiro de 2005 às 19:32, por: CdB

O assaltante Alexandre Goffermann, de 43 anos, foragido da Justiça de Santa Catarina, foi preso na manhã desta terça-feira em Niterói, no Grande Rio. Ele dirigia um Gol, descaracterizado, da 16.ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), e estava ao lado da namorada, a inspetora Cynthia Mendes da Silva, de 28 anos, lotada naquela delegacia. Ela responderá pelo crime de favorecimento pessoal e pode ser demitida.

A ficha criminal de Goffermann é extensa, com sete mandados de prisão expedidos contra ele pelos crimes de roubo qualificado e formação de quadrilha. Goffermann estava foragido há pelo menos 10 anos. Nesse período, ele se estabeleceu na Região Oceânica de Niterói, onde comprou casas. Ele foi preso numa ação conjunta das polícias do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O criminoso levava a namorada ao trabalho, quando foi abordado na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Itaipu. Ele tentou fugir, acelerou o carro e ligou a sirene. Os policiais fizeram dois disparos - um deles atingiu o pneu do Gol, obrigando Goffermann a parar.

Na delegacia, ele apresentou documentos falsos em nome de Ronaldo Vasconcelos. Cynthia, que está em estágio probatório na polícia (tem menos de três anos na corporação), disse que namorava o criminoso havia dois anos e desconhecia sua verdadeira identidade. Goffermann confirmou que não contou a verdade para a policial por temer que ela terminasse o relacionamento.

Apesar da versão apresentada pelo casal, o chefe de Polícia, Álvaro Lins, determinou que a Corregedoria da Polícia Civil instaurasse sindicância para apurar a conduta de Cynthia. A pena para o crime de favorecimento pessoal é de um a seis meses de detenção.

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